Câmara Municipal de Alhandra cassa mandato do vereador João Sufoco
8 fev 2024 - Paraíba / Política
Vereador João Sufoco denuncia suposto esquema de corrupção, em Alhandra, na Paraíba — Foto: Reprodução/ Divulgação
A Câmara Municipal de Alhandra, na Região Metropolitana de João Pessoa, cassou o mandato do vereador João Sufoco (União Brasil), nesta quinta-feira (08), alvo de processo por quebra de decoro parlamentar. Ausente na sessão, o parlamentar não apresentou defesa.
As acusações contra João Sufoco incluíram uma quebra de decoro parlamentar, após ele ter se referido aos demais vereadores como “babões do prefeito” no ano de 2023. O vereador, conhecido por suas denúncias contra a Prefeitura, destacou que as acusações carecem de sustentação, classificando o processo como uma tentativa de silenciar futuras denúncias.
A cassação resultou na determinação judicial para comunicar o desfecho do processo à Justiça Eleitoral, que convocará o suplente da coligação para assumir a carga.
João Sufoco já havia feito outras denúncias, resultantes em operações do Ministério Público Estadual, especialmente relacionadas a esquemas de corrupção em contratos de aluguel de veículos. O vereador alega que ‘a tentativa de cassação é uma manobra do prefeito Marcelo Rodrigues para calá-lo’.
Além do processo de cassação, João Sufoco moveu uma Ação Penal contra Manoel do Posto, acusando-o de participação em um esquema de falsificação de documentos enquanto era servidor do Detran.
Segundo a defesa do vereador, ele estava ausente da sessão devido a motivos de saúde, fato apresentado com comprovação de atestado médico, comunicado à Câmara desde a semana passada. Mesmo assim desconsideraram e ele só teve conhecimento da cassação por meio da imprensa e das redes sociais. Além disso, argumenta-se que não foram fornecidos todos os documentos necessários para embasar a defesa de João Sufoco, violando assim o devido processo legal.
A situação levanta preocupações sobre a utilização da política como instrumento de perseguição e sobre a falta de garantias de um processo justo e transparente. Alega-se também que a imunidade parlamentar de João Sufoco deveria protegê-lo de processos sem fundamento.
Diante desses acontecimentos, é necessário que sejam realizadas investigações imparciais e transparentes para esclarecer as circunstâncias da cassação do mandato de João Sufoco. Além disso, é fundamental reafirmar o compromisso com os princípios democráticos e com o respeito ao devido processo legal em Alhandra.
O Povo PB
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