Censo 2022 revela que 13,10% da população paraibana ainda não tem acesso à internet em casa

15 dez 2024 - Paraíba

Censo 2022 revela que 13,10% da população paraibana ainda não tem acesso à internet em casa — Foto: Reprodução

Um em cada oito paraibanos ainda não possui acesso à internet em casa, segundo dados do Censo 2022, divulgados na quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que 13,10% da população do estado vive desconectada, evidenciando um desafio para inclusão digital na Paraíba.

O estudo também revelou cidades com maior e menor número de domicílios conectados à internet, destacando desigualdades entre as regiões.

Cidades com maior acesso à internet

João Pessoa, capital paraibana, liderou o ranking com 91,21% dos domicílios conectados, seguido por Campina Grande (88,67%) e Santa Luzia (85,93%). Outras cidades, como São João do Rio do Peixe (83,63%) e Santa Rita (83,6%), também apresentam índices de conectividade elevados.

Confira o top 10 das cidades com mais domicílios com internet:

  1. João Pessoa: 91,21%
  2. Campina Grande: 88,67%
  3. Santa Luzia: 85,93%
  4. São João do Rio do Peixe: 83,63%
  5. Santa Rita: 83,6%
  6. Guarabira: 82,58%
  7. Picuí: 82,05%
  8. São Bento: 78,4%
  9. Remígio: 75,85%
  10. Mogeiro: 68,64%

Cidades com menor acesso à internet

Na outra ponta, a Carrapateira registrou o menor índice de domicílios conectados, com apenas 63,66%. Cidades como São José de Piranhas (74,84%), São José de Princesa (76,41%) e Parari (77,02%) também apresentaram baixa conectividade, prejudicando a necessidade de investimentos em infraestrutura de telecomunicações.

Veja o top 10 das cidades com menos domicílios conectados:

  1. Carrapateira: 63,66%
  2. São José de Piranhas: 74,84%
  3. Cacimba de Areia: 75,93%
  4. São José de Princesa: 76,41%
  5. Parari: 77,02%
  6. Igaracia: 78,52%
  7. Tenório: 79,31%
  8. São João do Cariri: 80,91%
  9. Poço de José de Moura: 83,93%
  10. São José do Sabugi: 85,72%

A falta de acesso à internet impacta diretamente áreas como educação, trabalho e saúde, especialmente em regiões mais afastadas. Segundo especialistas, a desigualdade no acesso à conectividade é reflexo de questões socioeconômicas e estruturais que precisam ser enfrentadas com políticas públicas.

O IBGE reforça que os dados do Censo 2022 oferecem uma base importante para governos e empresas planejam estratégias que promovam a inclusão digital em áreas de maior vulnerabilidade.

O POVO PB

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