Condomínio de luxo em Cabo Branco move ação judicial contra Padre Egídio de Carvalho por dívida em taxas condominiais

24 jan 2024 - Paraíba

Supostos desvios milionários de recursos pelo Padre Egídio — Foto: Reprodução/TV Globo

O condomínio de luxo localizado no bairro Cabo Branco, onde residia o Padre Egídio de Carvalho, ingressou com uma ação judicial cobrando do religioso uma dívida de R$ 8 mil em taxas condominiais atrasadas. A decisão, proferida pela juíza Cláudia Evangelina Chianca do Terceiro Juizado Especial Cível da Capital, determina que o religioso seja citado, por meio de carta com aviso de recebimento, para quitar o débito.

Caso o pagamento não seja efetuado, o documento menciona a possibilidade de penhora eletrônica. A decisão ainda estabelece a opção de o executado reconhecer o crédito do credor e, comprovar o depósito de 30% do valor em execução, requerer o pagamento do restante em até seis parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de mora de 1% ao mês, conforme previsto no Código de Processo Civil.

O apartamento, situado em uma das áreas mais nobres da cidade e avaliado em mais de R$ 2 milhões, foi alvo de busca e apreensão durante a primeira fase da Operação Indignus.

Outro condomínio relacionado ao religioso, o Saulo Maia, também está cobrando aproximadamente R$ 7 mil em taxas condominiais, totalizando uma dívida superior a R$ 15 mil.

Até o momento, não foi possível obter um posicionamento da defesa do Padre Egídio de Carvalho.

Egídio de Carvalho encontra-se detido desde a segunda fase da Operação Indignus, realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, em 17 de novembro. A prisão foi determinada pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), devido à “possibilidade de ocorrerem novas fraudes”.

O POVO PB

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