Dono de fábrica clandestina de linguiça em Bayeux se apresenta à polícia e permanece em silêncio
2 set 2024 - Paraíba
Fábrica clandestina de alimentos é fechada pela polícia na Grande João Pessoa — Foto: Reprodução
O proprietário de uma fábrica clandestina de linguiça, localizada em Bayeux, na Paraíba, se apresentou na manhã desta segunda-feira (2) à 5ª Delegacia Distrital de Polícia Civil. Marcos Aurélio Ferreira de Lima é suspeito de comercializar carne estragada e de armazenar produtos sem qualquer respeito às normas sanitárias. Durante o depoimento, o suspeito optou por permanecer em silêncio.
Acompanhado pelo advogado Alberdan Coelho, Marcos Aurélio afirmou que não fará comentários sobre a investigação neste momento, declarando que só se manifestará após ter acesso completo às provas e aos dados periciais. A fábrica foi interditada na última quinta-feira (29), e desde então, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba.
O delegado João Paulo Amazonas, responsável pela investigação, revelou que a interdição do local ocorreu após a denúncia inicial de furto de energia. Acompanhado por técnicos de uma concessionária de energia, o delegado identificou o furto e, em seguida, descobriu uma situação sanitária alarmante na fábrica.
Na sexta-feira (30), uma fiscalização realizada pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pecuária da Paraíba constatou que os responsáveis pela fábrica clandestina utilizavam corantes, temperos e outros aditivos para mascarar o mau cheiro da carne estragada usada na produção de linguiças.
O caso continua em investigação, com o delegado João Paulo Amazonas informando que outras testemunhas e envolvidos serão ouvidos ao longo do inquérito policial.
O POVO PB
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