Família busca de justiça pela morte de jovem atropelada por ônibus no Rio de Janeiro
20 dez 2024 - Paraíba
Família busca de justiça pela morte de jovem atropelada por ônibus no Rio de Janeiro — Foto: Divulgação
O corpo da jovem jornalista Ágila Priscila Monteiro, de 27 anos, será velado e sepultado em João Pessoa nesta terça-feira (17). Ágila, que estava no Rio de Janeiro a trabalho, foi vítima de um atropelamento enquanto atravessava uma faixa de pedestres no Aterro do Flamengo, bairro da Glória. O acidente ocorreu no dia 7 deste mês, quando um ônibus avançou o sinal vermelho em alta velocidade, atingindo-a gravemente. Após passar 10 dias internada no Hospital Miguel Couto, Ágila não resistiu aos ferimentos, deixando sua família e amigos devastados.
Ágila era natural da Paraíba e trabalhava em uma empresa de Salvador. Foi ao Rio de Janeiro para um curso oferecido pelo trabalho, decidiu aproveitar a manhã do sábado (7) para um passeio de bicicleta. O momento de lazer terminou de forma trágica, e sua morte levanta questões sobre a conduta do motorista e a segurança no trânsito da região.
A família de Ágila clama por justiça e investigações mais aprofundadas. Segundo relatos do pai da jovem, ela era extremamente prudente e jamais atravessaria a faixa de pedestres sem observar o trânsito. “Minha filha era cautelosa e responsável. Não entendemos como algo tão grave pôde acontecer. O motorista avançou o sinal e sequer prestou socorro. Agora, pedimos por esclarecimento e justiça para amenizar nossa dor”, desabafou o pai, emocionado.
O caso gerou uma corrente de apoio nas redes sociais, com familiares e amigos mobilizando-se para cobrar respostas das autoridades. Informações desencontradas e a dificuldade de acesso a imagens que comprovem o ocorrido aumentam a angústia da família, que destaca a necessidade de medidas mais rígidas para fiscalizar o trânsito na região.
De acordo com a prima de Ágila, Janine Lima, a região onde ocorreu o atropelamento é marcada por desrespeito às leis de trânsito, com motoristas frequentemente ignorando sinais vermelhos. “O que aconteceu com Ágila não pode ser apenas mais um número nas estatísticas. Pedimos investigações minuciosas para identificar todas as circunstâncias que levaram à tragédia e evitar que outras famílias passem por isso”, afirmou Janine.
O motorista responsável pelo atropelamento chegou a ser ouvido pelas autoridades, mas foi liberado logo em seguida, o que gerou indignação. A ausência de imagens que detalhem o momento do acidente dificulta o avanço das investigações. A família também reforça a necessidade de perícias detalhadas na bicicleta utilizada por Ágila e no local do acidente.
O corpo de Ágila Monteiro deve chegar a João Pessoa nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (17). O velório será realizado às 14h no Cemitério Campo Santo, com sepultamento previsto para as 17h. A família, profundamente abalada, agradeceu o apoio recebido e reforçou a importância de que o caso seja investigado com rigor.
O POVO PB
Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.



