Golpistas reclamam por andarem de pé em ônibus lotado, qualidade da comida e falta de wi-fi
17 jan 2023 - Brasil - Mundo / Política
Golpistas reclamam por andarem de pé em ônibus lotado, qualidade da comida e falta de wi-fi — Foto: Uelsei Marcelino/Reuters
Juízes que conduziram as audiências de custódia dos golpistas envolvidos na invasão de prédios públicos no dia 8ou que acampados na frente do quartel-general do Exército relatam as reclamações que têm ouvido dos presos. Entre os “incômodos”, estão a falta de wi-fi e água gelada, a qualidade da comida e por terem sido detidos “sem permissão”.
Foram comuns reclamações de manifestantes que entraram nos ônibus que os levaram ao presídio sem saberem aonde estavam indo. Circulam vídeos nas redes sociais registros de bolsonaristas comentando sobre a lotação dos ônibus. “Nós estávamos desde às 8h30min dentro de um ônibus, em pé, cheio de gente, as nossas malas junto. Estamos todos tipo mendigos, sendo humilhados”, diz um dos detidos.
Um deles reclamou que foi preso contra a sua vontade. “Não sei se o senhor sabe, mas é assim que a prisão funciona”, respondeu o juiz responsável pela audiência, conforme relato obtido pela Folha de S.Paulo.
Outros bolsonaristas reclamaram da falta de água gelada para beber e de wi-fi, além da qualidade da comida. Um preso de Santa Catarina disse estar comendo apenas frutas, suco e Toddynho (um tipo de achocolatado) desde domingo da prisão.
Outros presos questionaram o espaço da cela, um deles afirmou que estaria em um espaço com dez pessoas, sendo que só cabem oito. Segundo o jornal, o juiz contestou que nas carcerárias são comuns 32 presos onde cabem oito.
Na semana passada, bolsonaristas também divulgaram vídeos em que reclamam da “quentinhas” servidas pela polícia. Em outro momento, uma mulher questiona a limpeza dos banheiros do ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal, em que os presos foram levados antes da transferência para o presídio.
A previsão é que as audiências de custódia fossem fundadas na segunda-feira, 16. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), Ministério Público Federal no DF (MPF-DF) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) escutaram 1.248 bolsonaristas radicais presos durante os ataques do domingo,8.
Ao todo, 1.398 permaneceram presas após serem detidas no acampamento e nos atos terroristas. Nas audiências, não há determinação sobre quem será ou não solto. A decisão final é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que deve analisar caso a caso.
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O Povo
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