Incêndio na serra do Cruzeiro, em São José do Bonfim, pode ser controlado nesta sexta, diz Corpo de Bombeiros
19 set 2025 - Paraíba
Incêndio na serra do Cruzeiro, em São José do Bonfim, pode ser controlado nesta sexta, diz Corpo de Bombeiros — Foto: Divulgação
O Corpo de Bombeiros da Paraíba informou que a expectativa é encerrar, nesta sexta-feira (19), o incêndio que atinge a serra do Cruzeiro, localizada no município de São José do Bonfim, no Sertão da Paraíba. As chamas atingem a região há sete dias ininterruptos e já destruíram cerca de 40% da vegetação nativa do bioma Caatinga.
Segundo o tenente-coronel Danilo Galvão, que coordena as operações na área, os trabalhos avançaram significativamente nas últimas 24 horas, restando apenas um foco ativo de incêndio.
“Ficou apenas um foco quando nós encerramos ontem à noite o trabalho. A gente tem a expectativa de que ainda hoje encerramos esse incêndio”, afirmou.
De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PB), cerca de 70 bombeiros militares atuam no combate às chamas, com apoio de nove policiais militares. Nesta sexta-feira (19), outros 37 bombeiros devem reforçar a operação.
Para as ações terrestres, as equipes utilizam mochilas de combate com água, sopradores e veículos adaptados. No entanto, as condições do terreno — íngreme e de difícil acesso — tornam o trabalho mais lento e desgastante, já que parte da água precisa ser transportada manualmente até os focos de fogo.
Além das equipes em solo, o helicóptero Acauã também foi mobilizado para o combate aéreo. A aeronave consegue despejar cerca de 400 litros de água em cada sobrevoo, o que, segundo os Bombeiros, equivale ao esforço de aproximadamente 20 militares durante uma hora de subida pela serra.
Área devastada
O tenente-coronel Galvão informou que a serra do Cruzeiro possui cerca de 400 hectares de área total, dos quais aproximadamente 160 hectares já foram destruídos pelo incêndio. Animais de pequeno porte foram encontrados mortos.
O bioma Caatinga, predominante na região, é vulnerável a queimadas recorrentes no período seco do ano. Especialistas alertam que, mesmo após o controle total das chamas, os impactos ambientais devem se prolongar, com perda de fauna e demora na recuperação da vegetação nativa.
Suspeita de incêndio criminoso
A Polícia Civil investiga a origem do incêndio. Segundo o delegado Claudinor Lúcio, responsável pelo caso, há indícios de que as chamas tenham sido provocadas por caçadores de animais.
“Não foi uma pessoa só. Pelo que levantamos até agora, são várias pessoas envolvidas, provavelmente ligadas à caça. Temos informações preliminares que apontam para essa direção”, disse o delegado.
A investigação segue em andamento e a polícia deve solicitar novas medidas judiciais para aprofundar a apuração.
Por O POVO PB
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