Justiça cassa prefeito e vice de Riacho dos Cavalos por compra de votos
10 set 2025 - Paraíba / Política
Justiça cassa prefeito e vice de Riacho dos Cavalos por compra de votos — Foto: Divulgação
A Justiça Eleitoral da Paraíba cassou, nesta quarta-feira (10), os mandatos do prefeito de Riacho dos Cavalos, Arthur Vieira Carneiro (MDB), do vice-prefeito Joaquim Carreiro Barbosa e do vereador Roberto Martins de Oliveira Sobrinho. A decisão, assinada pela juíza Fernanda de Araújo Paz, da 38ª Zona Eleitoral de Catolé do Rocha, também torna os três políticos inelegíveis por oito anos.
A sentença aponta compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024, com base em provas reunidas durante a Operação Mamon, deflagrada pela Polícia Federal. Ainda cabe recurso.
Entre os elementos que fundamentaram a decisão está a apreensão de cerca de R$ 100 mil em espécie, realizada no dia 12 de setembro de 2024 no aeródromo de Catolé do Rocha. O dinheiro foi encontrado junto a material de campanha da chapa então candidata à reeleição.
Na avaliação da magistrada, os recursos seriam destinados ao financiamento irregular da campanha.
“A gravidade excepcional das condutas praticadas é evidenciada não apenas pelo volume de recursos ilicitamente movimentados, mas também pela amplitude e sistematicidade do esquema desvendado pela Operação Mamon do Sertão”, destacou a juíza em sua decisão.
Outro fator considerado determinante foi a diferença de apenas 22 votos na vitória da chapa. Segundo a magistrada, o resultado comprova que os ilícitos tiveram impacto direto no pleito, violando a isonomia entre candidatos e comprometendo a legitimidade das eleições.
Na decisão, a juíza determinou:
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Anulação dos votos atribuídos à chapa cassada;
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Comunicação imediata ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), à Câmara Municipal de Riacho dos Cavalos e ao Ministério Público Eleitoral;
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Encaminhamento do caso ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), para análise de movimentações suspeitas;
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Levantamento do sigilo processual.
O Ministério Público Eleitoral deve agora analisar possíveis responsabilidades criminais dos envolvidos. Até decisão final em instâncias superiores, os cassados ainda podem recorrer.
O POVO PB
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