Justiça decreta prisão preventiva e bloqueio de bens de envolvidos em golpe de investimentos hidropônicos na Paraíba
4 set 2024 - Paraíba
Empresário preso por golpe milionário: Hort Agreste tem capital social de R$ 250 mil, mas prejuízo pode chegar a R$ 120 milhões — Foto: Hort Agreste Hidroponia/Divulgação
A 7ª Vara Criminal da Paraíba decretou, nesta segunda-feira (2), a prisão preventiva e o bloqueio de contas e bens de Priscila dos Santos Silva e Nuriey Francelino de Castro, acusados de envolvimento em um esquema de fraude que atraía investidores para o cultivo de hidropônicos, prometendo lucros muito acima da realidade do mercado financeiro. A decisão foi assinada pelo juiz Geraldo Emílio Porto, e os mandados de prisão foram emitidos na terça-feira (3).
De acordo com as investigações, o crime era praticado por meio da empresa Hort Agreste, localizada em Lagoa Seca, na região Agreste da Paraíba. O esquema envolvia a promessa de retornos financeiros elevados para investidores, que nunca recebiam os rendimentos prometidos.
Priscila dos Santos Silva, esposa e sócia do empresário Jucélio Pereira de Lacerda, já preso em fevereiro deste ano pelo mesmo crime, é acusada de co-participação nas fraudes. Nuriey Francelino de Castro, apontado pelas vítimas como responsável pela captação e distribuição de valores da empresa, também teve a prisão preventiva decretada.
O advogado de Priscila, Diego Elí, afirmou que já havia protocolado um pedido de revogação da prisão antes mesmo da emissão do mandado e que sua cliente está ciente da decisão, aguardando orientação da defesa para os próximos passos. Já o advogado de Nuriey, Abraão Beltrão, classificou a prisão como desnecessária, argumentando que seu cliente é réu primário e não oferece perigo à ordem pública.

Empresário Jucélio Pereira de Lacerda foi preso suspeito de atrair investimentos em hortaliças e dar golpe de mais de R$ 120 milhões — Foto: Hort Agreste Hidroponia/Divulgação
Decisão judicial
O pedido de prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que embasou a solicitação na necessidade de garantir a ordem pública, devido à continuidade do esquema fraudulento pelos réus. Segundo o juiz Geraldo Emílio Porto, a prisão preventiva é necessária para evitar a perpetuação dos golpes, considerando a gravidade dos crimes e o montante envolvido, que ultrapassa R$ 25 milhões somente neste processo.
A Polícia Civil estima que o prejuízo total gerado pelo esquema pode chegar a cerca de R$ 120 milhões.
O Golpe
O golpe era orquestrado por Jucélio Pereira, que prometia altos rendimentos a investidores por meio de investimentos no cultivo de hortaliças hidropônicas, uma técnica agrícola que não utiliza solo, apenas água e nutrientes. As vítimas eram atraídas pela promessa de rendimentos mensais de até 10% e uma participação nos lucros de 30%, mas nunca recebiam os valores prometidos.
A denúncia do Ministério Público aponta que o casal Jucélio e Priscila, juntamente com Nuriey Francelino de Castro, responderão por estelionato majorado, e o processo segue na Justiça paraibana.
O POVO PB
Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.



