Médicos de Bayeux retornam ao trabalho após paralisação de três dias

15 fev 2024 - Paraíba

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bayeux, na Grande João Pessoa — Foto: Divulgação

Os médicos que atuam nas instituições de saúde da Prefeitura de Bayeux retomaram suas atividades  nesta quinta-feira (15), após uma paralisação de três dias, aprovada durante Assembleia Geral Extraordinária pelo Sindicato dos Médicos da Paraíba. O movimento teve origem em questões trabalhistas, incluindo atrasos salariais recorrentes, contratação via Pessoa Jurídica pela empresa I2 Serviços Saúde e condições inadequadas de trabalho.

O SIMED-PB negociou com representantes da secretaria municipal e da I2 Serviços Saúde em 09/02, obtendo garantias de que mais de 100 médicos não sofrerão perdas remuneratórias. A empresa comprometeu-se a manter os profissionais via contrato temporário, buscando meios para aditar o contrato e incluir benefícios semelhantes a 13º e 1/3 de férias. Quanto aos salários, a I2 Serviços Saúde assegurou o pagamento via pix e se comprometeu a regularizar os pagamentos, adotando um calendário para efetuar os repasses.

O SIMED-PB também levantou casos de assédio moral, e a empresa afirmou que não tolerará tal prática, buscando sempre o diálogo entre profissionais e a administração municipal.

O presidente do SIMED-PB, Dr. Tarcísio Campos, destaca que a paralisação serviu como um lembrete das questões urgentes a serem resolvidas pela gestão municipal. A decisão pela retomada do trabalho após as negociações reflete a confiança renovada dos médicos na Prefeitura de Bayeux, que será monitorada pelo sindicato.

A paralisação:

Na última segunda-feira (12), foi anunciada pelos médicos, em resposta aos atrasos salariais, férias, e décimo terceiro, além de assédio moral e demissões sem justificativa. O CRM-PB manifestou apoio ao Sindicato dos Médicos, investigando as denúncias sobre precariedade nos locais de trabalho e assédio moral.

A paralisação surge após problemas na saúde municipal, como a interdição ética da Maternidade e UPA devido a más condições de trabalho, falta de médicos e problemas estruturais, mesmo com a contratação de uma empresa terceirizada.

O POVO PB

Urgente: paralisação dos médicos em Bayeux deixa população sem atendimento; atrasos salariais e assédio moral

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