Mulher e bebê de 1 ano são resgatados de cárcere privado em Taperoá; companheiro é preso em flagrante

12 maio 2025 - Paraíba

Sirene, polícia, giroflex, viatura — Foto: Edcarlos Santana/OPovoPB

Uma mulher de 25 anos e seu filho de um ano e nove meses foram resgatados de uma situação de cárcere privado na zona rural do município de Taperoá, no Cariri da Paraíba, na tarde desta segunda-feira (12). A ação foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba após uma denúncia feita pela irmã da vítima, que reside em Minas Gerais.

De acordo com a delegada Mairam Moura, a vítima vivia sob constante vigilância e violência física por parte do companheiro, identificado como Anderson Moreira da Silva, de 53 anos. A mulher relatou aos policiais que era impedida de sair de casa, sofria agressões constantes e chegou a ter o cabelo cortado à força. Ela também era ameaçada de morte caso tentasse sair da residência com o filho, sem autorização do suspeito.

A delegada destacou a importância da denúncia feita por familiares, mesmo à distância. “A irmã, que mora em Minas Gerais, soube da situação por meio de conversas entre parentes. Ela ligou para um servidor da delegacia e relatou o caso. Apesar do medo da vítima de seguir com a denúncia, fomos averiguar e, ao chegarmos ao local, confirmamos os fatos e realizamos o resgate e a prisão em flagrante”, afirmou Mairam Moura.

O crime aconteceu em um sítio localizado na zona rural de Taperoá. Anderson Moreira da Silva foi preso em flagrante pelos crimes de cárcere privado qualificado, lesão corporal e ameaça, com agravantes previstos na Lei Maria da Penha. Ele foi conduzido à delegacia do município e, posteriormente, custodiado na seccional de Juazeirinho, onde aguardará audiência de custódia prevista para ocorrer nesta terça-feira (13).

A mulher e o filho foram acolhidos por familiares e estão sob proteção, recebendo acompanhamento das autoridades.

A Polícia Civil reforça a importância de denúncias, inclusive anônimas, para romper o ciclo da violência. Casos de suspeita de violência doméstica podem ser denunciados pelo Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou diretamente às delegacias de polícia.

O POVO PB

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