Polícia Federal investiga disparo contra prédio onde mora juíza eleitoral de Cabedelo, na Paraíba

18 jul 2025 - Paraíba / Política

Sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana

A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar o disparo de arma de fogo que atingiu o prédio onde reside a juíza eleitoral Thana Carneiro Rodrigues, titular da 57ª Zona Eleitoral de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O caso ocorreu dias após a magistrada proferir uma sentença que cassou os mandatos do prefeito, da vice-prefeita e de um vereador do município.

O inquérito, que corre sob sigilo, foi instaurado após a juíza comunicar o fato ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A investigação, agora sob responsabilidade da PF, tem como objetivo principal apurar se o episódio está ligado ao exercício da função da magistrada no processo eleitoral.

O disparo, segundo informações apuradas pelo O POVO PB, atingiu o apartamento de um promotor de Justiça no mesmo edifício em que Thana Carneiro possui imóvel. A perícia já foi realizada no local para identificar a origem do tiro e possíveis vestígios.

Em entrevista, o presidente do TRE-PB, desembargador Oswaldo Trigueiro, afirmou que há uma preocupação institucional com a segurança da juíza e reforçou que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas.

“Trata-se de uma juíza eleitoral que proferiu decisão de grande repercussão na localidade. Evidentemente, pode não haver relação direta entre o fato e a sua atuação, mas essa possibilidade está sendo apurada com rigor pela Polícia Federal”, declarou o desembargador.

A sentença mencionada teve como base a operação En Passant, deflagrada em 2024 pela própria Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apontava possível interferência de grupos ligados ao tráfico de drogas no pleito municipal. Os políticos envolvidos recorreram da decisão.

A segurança da magistrada foi reforçada desde o ocorrido. Outras hipóteses investigativas, como a possibilidade de o disparo ser uma bala perdida, ainda não estão descartadas.

Procurada, a Superintendência da Polícia Federal na Paraíba informou que não irá se manifestar sobre o caso, dada a natureza sigilosa do inquérito.

O POVO PB

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