Réu do caso Braiscompany, Felipe Guilherme de Souza é condenado a 18 anos de reclusão

15 fev 2024 - Paraíba

Policiais federais dentro da sede da Braiscompany, em Campina Grande — Foto: Divulgação/PF

Nesta quinta-feira, a 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande anunciou a condenação de Felipe Guilherme de Souza, identificado como o 11º réu no caso Braiscompany. Ele recebeu uma sentença de 18 anos de reclusão. Felipe é apontado como responsável pela captação e gestão de uma carteira superior a trinta milhões de reais, além de ter emprestado seu passaporte para a fuga de Antônio Inácio da Silva Neto, conhecido como Antônio Ais.

A decisão, divulgada hoje, foi assinada na terça-feira, mesmo dia da condenação de outros 10 réus, incluindo os donos da Braiscompany, Antônio Ais e Fabrícia Farias.

Felipe Guilherme de Souza é esposo de Fernanda Farias Campos, também condenada a 8 anos e 9 meses. Fernanda é irmã de Fabrícia Farias, esposa de Antônio Ais e dona da Braiscompany.

A sentença destaca que Felipe e sua esposa cederam seus passaportes para a fuga do casal Antônio Ais e Fabrícia Farias, que estão foragidos desde janeiro de 2023, quando ocorreu a primeira fase da Operação Halving da Polícia Federal, investigando crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais.

Além da questão do passaporte, o juiz Vinícius Costa Vidor ressaltou o papel de destaque de Felipe na empresa, atuando como um dos principais brokers. Ele foi responsável pela captação e gestão da carteira, intermediou operações financeiras relacionadas à Braiscompany e demonstrou um envolvimento mais amplo do que apenas a função de broker.

O G1 tentou entrar em contato com a defesa de Felipe Guilherme de Souza, mas não obteve resposta até a última atualização desta notícia.

A condenação de Felipe se soma às de Antônio Ais, Fabrícia Farias e outros 10 réus, evidenciando um desfecho significativo para a complexa trama que envolve o caso Braiscompany. A Justiça estabeleceu ainda que os réus devem pagar mais de R$ 277 milhões em danos patrimoniais e R$ 100 milhões em danos morais coletivos. As investigações sobre as atividades da Braiscompany continuam, buscando esclarecer os contornos do esquema que afetou milhares de investidores.

O Povo PB com g1

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