PSDB ingressa com ação para suspender posse de presidente da ALPB, mas alega “equívoco” e vai pedir suspensão do processo

30 abr 2024 - Paraíba / Política

Adriano Galdino (Republicanos) — Foto: Divulgação

A Executiva Nacional do PSDB, por meio do presidente Marconi Perilo, protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (30), buscando suspender a posse do segundo biênio para a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). O processo será analisado pelo ministro Edson Fachin.

A eleição interna entre os parlamentares, realizada no início de 2023, escolheu por unanimidade o deputado Adriano Galdino (Republicanos) para liderar a Casa entre 2023 e 2026. Os três deputados do PSDB; Tovar Correia Lima, Camila Toscano e Fábio Ramalho, votaram em Galdino.

Na ação, o PSDB argumenta que a eleição interna deveria ocorrer próximo ao início do terceiro ano da legislatura.

O partido destaca que a escolha dois anos antes do início do segundo biênio não considera possíveis mudanças, como saída de parlamentares e posse de suplentes, comprometendo a representatividade da composição do órgão de gestão quanto à conjuntura política do biênio eleito.

Além disso, a legenda argumenta que uma alteração nas regras do processo eleitoral interno que antecipa demasiadamente as eleições da Mesa Diretora compromete a periodicidade e a estabilidade do processo eleitoral.

O presidente do PSDB na Paraíba, Fábio Ramalho, esclareceu que a ação movida pela Executiva Nacional contra a posse de Adriano Galdino para o 2º biênio da ALPB foi um “equívoco do jurídico da sigla”, visando anular a eleição de uma Assembleia de outro estado.

Ramalho informou que na quinta-feira (02) o partido solicitará a retirada do processo em tramitação no STF para anular a posse de Galdino.

Apesar do argumento de equívoco, o nome da Paraíba é mencionado por quase 30 vezes nas 29 páginas da petição inicial.

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