Quinta audiência de instrução sobre irregularidades no Hospital Padre Zé é finalizada em João Pessoa
26 ago 2024 - Paraíba
Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana/Arquivo
Foi encerrada na tarde desta segunda-feira (26) a quinta audiência de instrução relacionada às investigações sobre irregularidades no Hospital Padre Zé, em João Pessoa. A sessão, que ouviu duas funcionárias do hospital, foi encerrada sem o depoimento dos réus, e as audiências programadas para terça-feira (27) e quarta-feira (28) foram canceladas.
A defesa das ex-diretoras Jannyne Dantas e Amanda Duarte confirmou a suspensão das próximas sessões. O g1 tentou contato com a defesa do padre Egídio de Carvalho, ex-diretor geral do hospital e um dos principais acusados no processo, mas não obteve retorno até o momento.
Os réus — o padre Egídio de Carvalho Neto, a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas Miranda e Silva, e a ex-tesoureira Amanda Duarte da Silva Dantas—são investigados por um esquema de desvio milionário de recursos e fraudes na gestão da unidade hospitalar, que deveria operar de forma filantrópica. Na audiência desta segunda-feira, as testemunhas arroladas pela defesa de Egídio de Carvalho foram ouvidas, oferecendo informações sobre o suposto esquema.
Nas audiências anteriores, a Justiça ouviu uma contadora, dois porteiros, cinco funcionárias do hospital, além de Manoel Delson, arcebispo da Paraíba, e uma delegada envolvida nas investigações. A última testemunha ouvida foi Samuel Segundo, ex-funcionário do hospital, que havia sido preso no início das investigações, acusado de vender celulares doados pela Receita Federal para financiar a compra de uma ambulância e um carro para distribuição de alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Segundo processo contra o Padre Zé
Além desse processo, existe uma segunda ação contra os mesmos réus e contra o empresário João Diógenes de Andrade Holanda, acusado de participar de uma compra fraudulenta de computadores para o Hospital Padre Zé. A audiência de instrução deste caso, inicialmente marcada para 27 de maio, foi adiada após a Justiça acolher questões levantadas pela defesa. Uma nova data para a audiência ainda não foi definida.
Histórico da investigação
As investigações sobre o Hospital Padre Zé começaram após o furto de mais de 100 aparelhos celulares da instituição, caso tornado público em 20 de setembro. A denúncia inicial, feita em agosto, levou à abertura imediata de um inquérito policial, que resultou na prisão de um suspeito, atualmente em liberdade sob medidas cautelares. O padre Egídio de Carvalho Neto, então diretor do hospital, foi afastado de suas funções após o furto e a denúncia de uma série de irregularidades na gestão do hospital.
Durante as investigações, a Arquidiocese da Paraíba afastou o padre Egídio de qualquer ofício ou encargo eclesiástico, proibindo-o de ministrar missas ou qualquer outro sacramento.
O Hospital Padre Zé, por sua vez, relatou a descoberta de inúmeras dívidas que comprometem a funcionalidade da instituição e solicitou ao Ministério Público da Paraíba uma auditoria completa em todas as contas, contratos, convênios e projetos do hospital.
O POVO PB com g1
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