Mãe denuncia abuso de filho por pediatra acusado de série de estupros em João Pessoa

5 set 2024 - Paraíba

Mulher denuncia abuso na infância pelo pediatra suspeito de estuprar menina de 9 anos — Foto: Reprodução

A mãe de um menino de três anos denunciou, nesta quinta-feira (5), que o filho foi abusado pelo médico pediatra Fernando Cunha Lima, já acusado de uma série de estupros de crianças. A denúncia foi registrada na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude de João Pessoa e é a quarta no novo inquérito policial contra o médico.

Segundo Bruno Girão, advogado que representa as vítimas, o inquérito agora inclui quatro denúncias: duas envolvendo crianças de sete e três anos, uma mulher que teria sido abusada quando tinha nove anos, na década de 1990, e a quadrinista Thaís Gualberto, de 38 anos, sobrinha da esposa do médico, que alega ter sido abusada por ele quando tinha 7 anos.

Embora as vítimas adultas tenham relatado abusos na infância, seus casos não podem ser julgados devido à prescrição dos crimes. Elas, contudo, estão colaborando como testemunhas no processo.

Confiança das famílias

Fernando Cunha Lima é um pediatra renomado em João Pessoa, com uma clínica particular no bairro Tambauzinho, e atendeu a maioria das vítimas desde bebês. O médico era amplamente confiável para as famílias das crianças. De acordo com relatos das mães, os abusos teriam ocorrido durante consultas no consultório do médico, com as crianças deitadas sobre a maca, momento em que ele obstruía a visão dos responsáveis ou realizava a ausculta pulmonar.

Defesa e andamento do caso

A defesa de Fernando Cunha Lima, procurada pela reportagem, afirmou que não se pronunciaria devido ao caráter sigiloso do processo.

No dia 26 de agosto de 2024, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Fernando Cunha Lima réu por abuso sexual infantil, mas negou o pedido de prisão preventiva do médico, feito pela polícia. De acordo com o juiz José Guedes Cavalcanti Neto, apesar de existirem “indícios suficientes de autoria” contra o médico, esses indícios não constituem provas concretas que justificariam a prisão preventiva.

O delegado Cristiano Santana, responsável pelo caso, informou que o novo inquérito policial está em fase de finalização e que mais informações devem ser divulgadas em breve.

O POVO PB

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