Prisão de quatro suspeitas de aliciamento eleitoral é mantida após audiência de custódia

19 set 2024 - Paraíba / Política

Prisão de quatro suspeitas de aliciamento eleitoral é mantida após audiência de custódia — Foto: Reprodução

Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (19), foi mantida a prisão de quatro mulheres suspeitas de envolvimento em um esquema de aliciamento violento de eleitores em João Pessoa. Entre as detidas estão Pollyanna Monteiro Dantas dos Santos, Taciana Batista do Nascimento, Kaline Neres do Nascimento e a vereadora Raíssa Lacerda (PSB), candidata à reeleição. Elas foram encaminhadas à Penitenciária Júlia Maranhão.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Território Livre, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o uso de violência para coagir eleitores a votar em candidatos específicos. Raíssa Lacerda é apontada como a líder do esquema, segundo a PF.

Além das quatro presas, um quinto mandado de prisão foi cumprido contra Keny Rogeus Gomes da Silva, esposo de Pollyanna e líder da facção criminosa Nova Okaida. Ele já se encontrava preso no Presídio PB1 e, de acordo com a investigação, estava envolvido nas ações de coação eleitoral.

A defesa de Raíssa Lacerda, em nota, demonstrou perplexidade com a prisão e afirmou que a vereadora é inocente, sem envolvimento com as acusações citadas no processo. A defesa das demais envolvidas, representada pelos advogados Emanuel de Alcântara e Aécio Farias, também contestou as acusações, alegando falta de provas e já solicitou habeas corpus para suas clientes.

Ligação das suspeitas com a prefeitura de João Pessoa

Taciana Batista do Nascimento e Kaline Neres do Nascimento, duas das mulheres presas, são funcionárias da prefeitura de João Pessoa. Conforme dados do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), Taciana é contratada como auxiliar operacional desde fevereiro de 2023, enquanto Kaline ocupa um cargo comissionado na Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), desde julho de 2022.

A Polícia Federal informou que ambas são suspeitas de atuar ativamente na coação de eleitores em comunidades da capital. Taciana seria responsável por exercer influência na comunidade ligada ao centro comunitário Ateliê da Vida, e Kaline, articuladora da campanha de Raíssa, estaria associada a facções criminosas do bairro Alto do Mateus.

Investigação segue em andamento

A Operação Território Livre segue em curso, com novos desdobramentos esperados. Na primeira fase, realizada em 10 de setembro, a PF já havia apreendido documentos, R$ 35 mil em espécie e celulares, reforçando os indícios da prática criminosa. O g1 solicitou posicionamento da Prefeitura de João Pessoa sobre a prisão das servidoras, mas não obteve resposta até a última atualização.

O POVO PB

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