Ex-atleta de karatê confessa decapitação de dois jovens em Bayeux e diz sentir “prazer em matar”
27 set 2024 - Paraíba
Os corpos dos jovens Renan Douglas, de 16 anos, e Wendys de Caldas, de 24 anos, foram encontrados decapitados, com as mãos amarradas e enterrados em uma cova rasa, em Bayeux — Foto: Arquivo pessoal
Emily Gabriely da Silva Vieira Martins, de 20 anos, ex-atleta de karatê, confessou ter matado e decapitado dois jovens em julho deste ano, na cidade de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa. Em um vídeo divulgado pela Polícia Civil, a suspeita afirma que cometeu os assassinatos com uma faca e obrigou as vítimas a cavarem suas próprias covas antes de serem executadas.
Os corpos de Renan Douglas, de 16 anos, e Wendes de Caldas, de 24 anos, foram encontrados no dia 9 de julho, decapitados e com as mãos amarradas em uma cova rasa. Os dois jovens haviam desaparecido cinco dias antes, quando foram vistos pela última vez indo comprar paletes em uma sucata em Bayeux.
De acordo com a investigação, Emily, que pertence a uma facção criminosa com origem no Rio de Janeiro, teria abordado os jovens após suspeitar que eles faziam parte de uma facção rival. Ao verificar o celular das vítimas, a ex-atleta encontrou figurinhas que faziam menção à organização criminosa do Jardim Veneza, bairro de João Pessoa, considerado território rival ao grupo de Emily.
Em um vídeo, a ex-atleta de karatê confessa com detalhes os crimes. Ao ser questionada sobre quem matou os jovens, ela responde: “Fui eu sozinha, segurei os dois e matei os dois sozinha”, reafirmando várias vezes sua participação. Durante o interrogatório, Emily também admitiu sentir “prazer em matar”.
Motivação do crime
Segundo o delegado Diego Garcia, responsável pelo caso, a suspeita decidiu executar os jovens após identificar o material da facção rival em seus celulares. “Emily os abordou, viu as figurinhas e decidiu executar os dois”, explicou o delegado. A ex-atleta teria amarrado as vítimas com a ajuda de outras duas pessoas, esfaqueado e decapitado os jovens antes de enterrá-los.
Histórico de crimes e ligação com facção
A Polícia Civil também informou que Emily já havia sido autuada por tráfico de drogas, assaltos e porte ilegal de armas. Ela confessou quatro homicídios durante o interrogatório e afirmou que, após abandonar o esporte, passou a atuar como pistoleira da facção.
Emily Gabriely, que já foi atleta de karatê e representou a Paraíba em seletivas para a Seleção Brasileira, declarou que foi ao Rio de Janeiro para aprender com membros da facção criminosa. Desde então, teria ganhado a confiança dos líderes da organização e diz não se arrepender dos crimes cometidos.
Investigação
A Polícia Civil continua investigando o caso e apreendeu um facão próximo ao local onde os corpos foram encontrados, que pode ter sido utilizado tanto para ferir quanto para decapitar as vítimas. Emily e um homem, também envolvido no crime, estão presos e aguardam julgamento.
O POVO PB
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