Primeira-dama de João Pessoa foi vítima de tentativa de extorsão antes de ser presa pela Polícia Federal; suspeitos estão presos
29 set 2024 - Paraíba / Política
Primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, é presa pela Polícia Federal em nova fase da Operação Território Livre — Foto: Reprodução
Dois homens foram presos nesta sexta-feira (27) sob suspeita de tentar extorquir a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, um dia antes de sua prisão no âmbito da Operação Território Livre. Segundo a Polícia Civil, os homens exigiram R$ 40 mil em troca de não divulgar uma foto supostamente comprometedora de Lauremília com a companheira de um preso. Um terceiro suspeito, servidor da prefeitura, segue foragido.
A tentativa de extorsão foi registrada em um boletim de ocorrência pela secretária de Lauremília, Tereza Cristina Barbosa, na noite de quinta-feira (26). De acordo com o documento, os suspeitos alegaram ter uma foto da primeira-dama com pessoas ligadas ao crime organizado. O primeiro contato foi feito por mensagem na terça-feira (24).
Ação policial e prisão dos suspeitos
A polícia montou uma operação no campus da Universidade Federal da Paraíba, local combinado para a entrega do dinheiro. Durante a ação, os suspeitos Genival Melo Filho e Lindon Jonhson Dantas foram presos em flagrante. Eles admitiram participação na extorsão e afirmaram ter agido sob orientação de Jonathan Dário da Silva, servidor da prefeitura de João Pessoa, que ainda está foragido.
Jonathan foi admitido em março de 2021, com salário de R$ 2.700, de acordo com o Sagres-TCE. A polícia segue as buscas pelo suspeito.
Defesa da primeira-dama
Lauremília Lucena prestou depoimento na noite de sexta-feira (27), afirmando que, na condição de primeira-dama, recebe diversas pessoas sem distinção e que não faz consultas prévias sobre quem a procura. Segundo ela, ao tomar conhecimento da tentativa de extorsão, acionou a polícia imediatamente.
Os dois homens presos permanecem detidos, e até o momento, a defesa deles não foi localizada para comentar o caso.
Prisão de Lauremília Lucena
Na manhã de sábado (28), Lauremília Lucena foi presa pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Território Livre, que investiga um esquema de aliciamento violento de eleitores e a influência de facções criminosas nas eleições municipais de João Pessoa. A prisão preventiva foi decretada pela juíza Maria de Fátima Lúcia Ramalho, que destacou a participação ativa de Lauremília e sua secretária Tereza Cristina no esquema.
As investigações apontam que ambas mantinham acordos com uma facção criminosa para nomear pessoas ligadas ao grupo em cargos públicos, em troca de apoio eleitoral. Após a audiência de custódia, foi decidido que Lauremília e Tereza permanecerão detidas no Presídio Júlia Maranhão.
Operação Território Livre
A Operação Território Livre, conduzida pela Polícia Federal com o apoio do GAECO, tem como objetivo garantir a liberdade dos eleitores e combater a interferência de facções criminosas no processo eleitoral. Na segunda fase da operação, a vereadora Raíssa Lacerda (PSB) foi presa por coação eleitoral.
Nota de Cícero Lucena e defesa da primeira-dama
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, reagiu à prisão de sua esposa com indignação, afirmando que a operação é um ataque político arquitetado por seus adversários às vésperas da eleição. “Lauremília tem uma vida limpa e provará sua inocência”, declarou o prefeito em nota.
Os advogados de Lauremília classificaram a prisão como ilegal e abusiva, argumentando que a decisão da juíza fere a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que protege pessoas com prerrogativa de foro. A defesa de Tereza Cristina também afirmou que a prisão preventiva se baseia em argumentos genéricos e viola os direitos fundamentais.
O POVO PB
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