General preso pela PF teria trocado mensagens com Mauro Cid sobre plano de execução de Lula
19 nov 2024 - Brasil - Mundo
Mauro Cid ex-ajudante de ordens de Bolsonaro — Foto: Pedro França/Agência Senado
Na manhã desta terça-feira (19), o general da reserva Mario Fernandes foi preso pela Polícia Federal durante a operação “Contragolpe”, que investiga um plano de golpe de Estado envolvendo militares e autoridades do governo Jair Bolsonaro. O general, que ocupava o posto de número 2 da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, trocou mensagens com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, sobre a execução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin.
Conversas sobre golpe e adesão militar
Fontes ligadas à investigação revelaram que Mário Fernandes cobrava o então comandante do Exército, Freire Gomes, por adesão ao plano golpista. Paralelamente, Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, deverá prestar novo depoimento nesta terça-feira (19), em Brasília.
Cid peça é fundamental em investigações que incluem fraudes em certificados de vacinação, tentativa de golpe e esquema de venda de joias recebidas por Bolsonaro de autoridades estrangeiras.
Envolvimento com o gabinete de Pazuello
Mario Fernandes também atuou no gabinete do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde. O general foi afastado em março de 2024, após as investigações contra ele ganharem força.
Detalhes da operação “Contragolpe”
Segundo a PF, a operação visa desarticular uma organização criminosa que planejou um golpe de Estado para impedir a posse de Lula e restringir o funcionamento do Judiciário.
Os planos envolviam o chamado “Punhal Verde e Amarelo”, uma ação detalhada prevista para 15 de dezembro de 2022, que incluía o assassinato de Lula e Alckmin, além da prisão e execução do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O plano anterior ao uso de recursos militares avançados e a criação de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise” para controlar a situação após os atos golpistas.
Prisões e medidas cautelares
Além de Mario Fernandes, outros quatro suspeitos foram presos:
- Tenente-coronel Hélio Lima
- Major Rodrigo Azevedo
- Major Rafael Martins
- Policial federal Wladimir Soares
Os mandatos foram cumpridos no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal, com o acompanhamento do Exército Brasileiro.
Medidas cautelares foram determinadas, incluindo a proibição de contato entre os investigados, entrega de passaportes e suspensão de funções públicas.
Os suspeitos podem responder pela abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
O Povo PB
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