Ministério Público de Contas questiona nomeação de Alanna Galdino para o TCE-PB e pede suspensão

20 mar 2025 - Paraíba / Política

Alanna Galdino — Foto: Divulgação

O Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) apresentou, nesta quinta-feira (20), uma representação com pedido de medida cautelar contra a nomeação de Alanna Galdino para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). A ação envolve diretamente o governador João Azevêdo (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, pai da indicada.

A nomeação de Alanna ocorreu após a aposentadoria do conselheiro Arthur Paredes Cunha Lima. O MPC-PB questiona a celeridade do processo, que resultou na indicação sem concorrência e com votação quase unânime na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O que o MPC-PB contesta?

Rapidez no processo

  • Inscrição para o cargo: entre 10 e 14 de março.
  • Aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): 17 de março.
  • Votação no plenário da ALPB: 18 de março.
  • Nomeação oficial pelo governador poucas horas depois.

Nepotismo e falta de isonomia

  • O MPC-PB aponta nepotismo indireto, já que Alanna Galdino é filha do presidente da ALPB, órgão responsável pela indicação.
  • A Súmula Vinculante nº 13 do STF proíbe nomeações de parentes para cargos de direção e assessoramento.

Violação dos princípios da moralidade e impessoalidade

  • O próprio Adriano Galdino coletou assinaturas de apoio à filha entre os deputados.
  • O processo seguiu um rito atípico e acelerado, sem concorrência e sem sabatina na CCJ.

Falta de qualificação técnica

A Constituição exige que os conselheiros tenham notório conhecimento em direito, economia, finanças ou administração pública. O MPC-PB questiona a experiência de Alanna, que tem:

  • Bacharelado em Direito, mas sem registro na OAB.
  • 11 anos como Agente de Programas Governamentais, cargo sem exigência de qualificação específica.
  • Sem produção acadêmica ou experiência comprovada nas áreas exigidas.

Possível improbidade administrativa

A nomeação pode configurar ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/92, que pune agentes públicos por favorecimento a parentes.

O que o MPC-PB pede?

  • Suspensão imediata da posse de Alanna Galdino como conselheira do TCE-PB.
  • Esclarecimentos de João Azevêdo e Adriano Galdino sobre o processo de nomeação.
  • Investigação do Ministério Público Estadual para apurar possíveis irregularidades.
  • Anulação definitiva da nomeação, caso as suspeitas sejam confirmadas.

A ex-candidata à prefeitura de Cabedelo, Morgana Macena de Santana (PL), também acionou o Ministério Público Estadual e o MPC-PB para reforçar o pedido de investigação.

 

Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.

Verified by ExactMetrics