Luiz Couto defende candidatura própria do PT na Paraíba em 2026 e se posiciona contra anistia aos atos de 8 de janeiro

9 abr 2025 - Paraíba / Política

Deputado Luiz Couto — Foto: Reprodução

Durante entrevista à Rádio CBN João Pessoa, nesta quarta-feira (9), o deputado federal Luiz Couto (PT) fez duras críticas à condução atual do Partido dos Trabalhadores na Paraíba e defendeu mudanças estruturais para que a sigla retome o protagonismo político no estado. O parlamentar também se posicionou firmemente contra o projeto de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

“O PT virou um carro que só funciona em época de eleição”, diz Luiz Couto

Luiz Couto afirmou que o PT perdeu o protagonismo político no estado sob a gestão de Jackson Macêdo, atual presidente estadual da legenda. “O partido virou um carro que só funciona durante eleição estadual, federal ou interna”, declarou, citando a filósofa Marilena Chauí para ilustrar a falta de atuação contínua da sigla.

O deputado defendeu que o PT recupere sua atuação histórica junto aos movimentos sociais e que seus dirigentes estejam mais próximos da base. “Tem que visitar os companheiros, acompanhar obras, fiscalizar e dialogar com as pessoas. O partido precisa sair da acomodação institucional e voltar às ruas”, pontuou.

Aliança com João Azevêdo ou candidatura própria?

Questionado sobre a estratégia para as eleições de 2026, Luiz Couto demonstrou preferência por uma candidatura própria ao governo da Paraíba, embora não descarte uma aliança com o governador João Azevêdo (PSB). Ele reforçou que qualquer decisão deve ser construída com base na unidade interna do partido.

“Se o PT quiser fazer coligação, que seja com dignidade. Não pode colocar bandeira em governo e esquecer de seus próprios valores. O partido precisa estar antenado com o que a população quer e com suas próprias bases”, afirmou.

Sobre Ricardo Coutinho na disputa pela Câmara Federal

Luiz Couto comentou também a possível candidatura do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) a deputado federal. Ele evitou críticas diretas, mas destacou a necessidade de união. “É importante termos mais de um deputado federal. Hoje temos só um, precisamos eleger pelo menos dois. Com mais parlamentares, o partido tem mais força”, argumentou.

Ele revelou ainda que enfrentou ataques na eleição passada, incluindo boatos sobre sua saúde, mas foi reeleito com base no reconhecimento popular de seu trabalho. “Diziam que eu não era mais candidato, que eu estava de cadeira de rodas. Mesmo assim, o povo acreditou em mim”, relatou.

Contra a anistia dos atos de 8 de janeiro: “Tem que ir para a cadeia”

O parlamentar foi enfático ao comentar o projeto de lei que propõe anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Não pode haver anistia para quem tentou matar o presidente, o vice e atacar o Estado Democrático. O projeto é inconstitucional. Anistia só ocorre em contexto de exceção, como na transição da ditadura. E não é isso que temos hoje”, afirmou Luiz Couto.

Para ele, os envolvidos devem ser punidos com rigor. “Ao invés de anistia, vamos botar na cadeia. O Supremo já deixou claro isso. A democracia não pode tolerar terrorismo político”, concluiu.

O POVO PB

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