Homem é preso suspeito de tentar vender terreno de R$ 8 milhões com documentos falsos em João Pessoa

26 maio 2025 - Paraíba

Central de Polícia Civil em João Pessoa — Foto: Edcarlos Santana

Um homem foi preso em flagrante, na tarde desta segunda-feira (26), no bairro do Bessa, em João Pessoa, suspeito de tentar vender um terreno por R$ 8 milhões utilizando documentos falsificados. A prisão foi realizada durante uma operação da Polícia Civil da Paraíba, após denúncia feita por um corretor de imóveis que desconfiou da negociação.

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Ademir Fernandes, o homem se apresentava como intermediário na venda de um terreno de alto valor a uma construtora nacional. O corretor responsável pela intermediação achou o preço abaixo do mercado e decidiu verificar os documentos apresentados. Foi então que constatou inconsistências nos registros e acionou as autoridades.

“O corretor percebeu que os dados não batiam e procurou a polícia. Ele foi fundamental para impedir um golpe milionário”, destacou o delegado.

Ainda segundo o delegado, o suspeito chegou a exigir o pagamento antecipado de R$ 500 mil, sob pretexto de garantir a negociação. Com base na denúncia e nas evidências reunidas, a Polícia Civil montou uma operação para prender o suspeito.

Durante a ação, o homem foi convocado a visitar o terreno junto ao corretor, e ao chegar ao local, foi surpreendido pelos agentes. Apesar de esperar a presença do suposto proprietário do terreno, apenas o intermediário apareceu, sendo então detido.

Ao ser preso, o homem afirmou que apenas representava o verdadeiro dono do imóvel e que não sabia das irregularidades nos documentos. No entanto, as investigações continuam e devem apurar a autenticidade dos documentos e a identificação de outros envolvidos no possível esquema de estelionato.

O homem foi encaminhado à Central de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil destacou que o caso segue sob investigação e que outros envolvidos podem ser identificados nos próximos dias.

“Esse tipo de crime, infelizmente, tem sido recorrente no setor imobiliário. Por isso, orientamos que todas as negociações envolvendo valores elevados passem por verificação rigorosa de documentos e certidões”, alertou o delegado.

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