Coronel Sérgio destaca presunção da inocência após prisão de policiais investigados por chacina no Conde

18 ago 2025 - Paraíba

Comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Sérgio Fonseca — Foto: Divulgação

O comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Sérgio Fonseca, se pronunciou nesta segunda-feira (18) sobre a operação que resultou na prisão temporária de cinco policiais militares suspeitos de participação na morte de cinco jovens no município do Conde, em fevereiro deste ano.

Durante entrevista, o coronel ressaltou que a instituição respeita todas as decisões judiciais, mas reforçou que os militares detidos ainda não podem ser considerados culpados, uma vez que a investigação está em curso.

“É importante que a sociedade saiba que a prisão temporária não significa condenação. Trata-se de uma medida judicial que será cumprida pela Polícia Militar, mas que não retira o direito fundamental à presunção da inocência. Ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado”, afirmou o comandante.

Segundo o coronel Sérgio, a Polícia Militar dará total apoio à Justiça na apuração do caso, mas também garantirá o direito de defesa aos investigados.

“A Justiça paraibana dará todas as condições de defesa aos policiais militares. A nossa instituição respeita integralmente as decisões judiciais e cumpre com seu dever legal, mas não abre mão de que a Constituição seja aplicada igualmente a todos, civis ou militares”, destacou.

O comandante ainda fez questão de contextualizar os fatos que antecederam a chacina. Na mesma noite em que os cinco jovens foram mortos, um feminicídio havia ocorrido no município. A vítima foi Ana Gabriela, de 40 anos, assassinada por um homem após incentivar uma amiga a denunciar violência doméstica.

Seu filho, Gabriel Cassiano, de 17 anos, reuniu amigos para vingar a morte da mãe. O grupo se deslocava em dois veículos quando foi interceptado por policiais militares e acabou atingido por disparos. Todos morreram.

A operação desta segunda-feira foi conduzida pelo Gaeco (Ministério Público da Paraíba), em parceria com a Polícia Civil e a Corregedoria da PM. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão temporária, cinco cumpridos e um não localizado porque o alvo está fora do país.

O inquérito também apura se os policiais presos atuavam em atividades paralelas de segurança privada. Eles teriam trabalhado como seguranças do influenciador digital Hytalo Santos, preso recentemente por suspeita de exploração de menores. O Gaeco, contudo, esclareceu que a investigação contra o influenciador não tem relação com a operação desta segunda-feira.

O coronel Sérgio reforçou que a corporação acompanhará o andamento do caso com transparência e responsabilidade:

“A Polícia Militar confia na Justiça e continuará cumprindo seu papel de proteger a sociedade paraibana, sem abrir mão do devido processo legal e da dignidade dos seus integrantes.”

As investigações continuam sob responsabilidade do Ministério Público da Paraíba, que deve ouvir testemunhas e reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias da chacina.

Cinco policiais militares são presos em operação que investiga morte de cinco jovens no Conde

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