Cirurgia bariátrica pelo SUS: saiba como funciona o percurso para pacientes na Paraíba

10 set 2025 - Paraíba

Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) — Foto: SecomJP/Divulgação

A cirurgia bariátrica, considerada um procedimento de alta complexidade, está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em João Pessoa e em outras regiões da Paraíba. O Hospital Municipal Santa Isabel, na capital, é uma das referências nesse tipo de atendimento, que envolve um processo criterioso até a liberação da cirurgia.

Segundo a Secretaria de Saúde de João Pessoa, o primeiro passo é procurar uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBS). O paciente passa por avaliação médica, na qual são analisados o Índice de Massa Corpórea (IMC) e possíveis comorbidades associadas à obesidade. Caso seja indicado para o programa, o paciente passa a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais.

Esse acompanhamento tem o objetivo de preparar o paciente para a cirurgia, garantindo que todas as alternativas anteriores — como dieta, atividade física e medicamentos — tenham sido tentadas antes da intervenção cirúrgica.

O Hospital Municipal Santa Isabel realizou 57 cirurgias bariátricas em 2024 e, apenas nos primeiros meses de 2025, já contabiliza 28 procedimentos. Além da bariátrica, a unidade também oferece a cirurgia plástica reparadora, voltada para pacientes que perdem grande quantidade de peso e sofrem com excesso de pele, fator que afeta não apenas a estética, mas também a saúde e a autoestima.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o estado da Paraíba oferta, em média, entre 50 e 60 vagas mensais para novos pacientes no programa de cirurgia bariátrica do SUS, distribuídas em seis hospitais públicos espalhados pelas diferentes regiões.

Pelos dados do programa Opera Paraíba, entre 2022 e 2025 já foram realizadas 760 cirurgias bariátricas, uma média de 191 procedimentos por ano — número que deve crescer até o fim de 2025.

A cirurgia bariátrica é indicada apenas para casos graves de obesidade, quando outros tratamentos não obtiveram resultado. Especialistas reforçam que, além da perda de peso, o procedimento representa qualidade de vida e, em muitos casos, a preservação da própria vida, já que a obesidade é uma doença crônica e pode provocar complicações severas.

O POVO PB

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