Nova regra na Bica limita acesso a recintos após morte de jovem; reabertura segue sem data

11 dez 2025 - Paraíba

Leona, leoa que matou jovem na Bica, não será sacrificada; animal nasceu no parque e está em acompanhamento após episódio — Foto: Divulgação/PMJP

A Prefeitura de João Pessoa publicou, nesta quinta-feira (11), uma portaria que restringe a entrada de pessoas nos recintos de animais da Bica após a morte do jovem Gerson de Melo Machado, de 19 anos, atacado por uma leoa no último dia 30 de novembro. A norma, assinada no dia 3 de dezembro pelo secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, passou a valer com a publicação no Diário Oficial do Município.

A medida considera a necessidade de reforçar a segurança em áreas de acesso restrito e de proteger servidores, visitantes e os próprios animais.

De acordo com a portaria, somente funcionários autorizados e pessoas previamente liberadas pelo secretário de Meio Ambiente ou pela diretoria técnica poderão entrar nos recintos.

Quem não faz parte da rotina de manejo deverá solicitar autorização formal e apresentar identificação antes de ingressar nas áreas internas.

A norma também define novos protocolos:

  • Uso obrigatório de uniforme e EPIs para todos os servidores que acessarem os recintos;

  • Proibição de celulares, câmeras e dispositivos similares dentro dos recintos, exceto quando houver autorização expressa;

  • Reforço no controle de entrada e saída em áreas sensíveis do parque.

Segundo a Prefeitura, a reabertura da Bica ainda não tem data definida, mas deve ocorrer com limitação de público e um conjunto de novas medidas de segurança.

O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, afirmou que o parque passará a contar com:

  • Câmeras com inteligência artificial integradas ao sistema João Pessoa Smart City;

  • Reforço no monitoramento por agentes ambientais e guardas municipais;

  • Treinamentos para servidores, incluindo protocolos de emergência;

  • Ampliação das ações de educação ambiental.

Silveira destacou que o recinto da leoa Leona “já supera o tamanho exigido pelas normas ambientais”, com sete metros de altura combinando muro e mureta inclinada.

A Polícia Civil informou que, pelas análises preliminares, não foram identificadas falhas estruturais no recinto, classificando o caso como “fato atípico”. Laudos periciais foram realizados no local e no corpo da vítima, e imagens das câmeras foram solicitadas.

O Ministério Público da Paraíba mantém dois procedimentos abertos relacionados ao zoológico:

  1. Um sobre as medidas adotadas após a morte do jovem;

  2. Outro, independente do caso, que apura possíveis irregularidades ambientais apontadas pela Sudema.

O caso: jovem escalou estrutura e entrou no recinto

Vídeos mostram o momento em que Gerson de Melo sobe por uma estrutura lateral e usa uma árvore como apoio para invadir o recinto da leoa Leona, sendo atacado em seguida.

A família relatou que ele tinha diagnóstico de esquizofrenia e era fascinado por leões — sonhava inclusive visitar um safari na África.

O POVO PB

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