Alvo da Operação Cítrico, o ex-prefeito de Cabedelo e ex-secretário de Turismo de João Pessoa,…
PF apreende mais de R$ 400 mil em dinheiro durante operação contra prefeito de Cabedelo
14 abr 2026 - Notícias / Política
PF apreende mais de R$ 400 mil em dinheiro durante operação contra prefeito de Cabedelo— Foto: Divulgação
A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 400 mil em dinheiro em espécie durante o cumprimento de mandados da Operação Cítrico, deflagrada nesta terça-feira (14), em Cabedelo. A ação investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
De acordo com as informações da operação, cerca de R$ 96 mil foram encontrados na residência do prefeito afastado Edvaldo Neto (Avante). O restante do valor foi localizado em outros endereços ligados aos investigados.
Dinheiro em caixas e embalagens
Segundo a PF, parte do dinheiro estava guardada em caixas de papelão e em embalagens de produtos da marca Natura. Todo o montante foi apreendido e será submetido a análise para identificar a origem dos recursos.
Além do dinheiro, os agentes encontraram mais de 10 relógios de luxo da marca Rolex, avaliados em cerca de R$ 30 mil cada. Os itens, no entanto, não foram recolhidos por não apresentarem, até o momento, indícios de irregularidade.
Entenda a Operação Cítrico
A operação resultou no afastamento de Edvaldo Neto e de outros servidores públicos por determinação da Justiça. Também foram alvos o ex-prefeito Vitor Hugo e o secretário de João Pessoa Rougger Guerra.
As investigações apontam a possível atuação de uma organização criminosa que teria utilizado contratos públicos para favorecer empresas ligadas a integrantes da facção conhecida como “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões por meio de contratos fraudulentos e distribuição de vantagens ilícitas.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como afastamento de agentes públicos. A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.
A PF informou que a apuração continua e que o material apreendido será analisado para confirmar a existência de crimes e identificar possíveis responsáveis.
O POVO PB
Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.




