Justiça Eleitoral mantém diplomação em Cabedelo e descarta posse de Walber Virgolino

21 abr 2026 - Manchete Destaque

Decisão aponta que afastamento de Edvaldo Neto, alvo da Operação Cítrico, não anula resultado das urnas— Foto: Divulgação

A juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, decidiu manter a diplomação dos eleitos em Cabedelo, Edvaldo Neto e Evilásio Cavalcante (Avante), mesmo com o avanço das investigações da Operação Cítrico.

Na prática, a Justiça entendeu que, apesar da gravidade das denúncias, ainda não existem provas suficientes para uma decisão mais dura neste momento.

Com isso, continua prevista para o dia 25 de maio a diplomação da chapa eleita.

A juíza deixou claro que o afastamento de Edvaldo tem caráter individual e não invalida automaticamente a eleição nem atinge o vice.

A posse, no entanto, é outra história. Edvaldo só poderá assumir se conseguir reverter a decisão judicial que o impede de exercer o cargo.

Caso isso não aconteça, quem assume a Prefeitura é o vice, Evilásio.

Pedido de Walber é negado

A ação foi movida pelo deputado Walber Virgolino (PL), que ficou em segundo lugar e queria assumir a prefeitura.

A juíza negou o pedido e foi direta: a lei não permite que o segundo colocado assuma nesse tipo de situação. Se houver anulação da eleição, o caminho é outro, com novas eleições.

Apesar de manter a diplomação, a magistrada autorizou o uso das provas da Operação Cítrico no processo eleitoral e também liberou a inclusão de novas testemunhas.

A operação investiga um suposto esquema de corrupção com contratos públicos e possível ligação com organização criminosa dentro da gestão municipal.

Operação Cítrico

Edvaldo Neto foi afastado do cargo após a deflagração da Operação Cítrico, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e ligação com organização criminosa.

O POVO PB

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