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Polícia investiga denúncias de assédio contra estudantes em escola estadual no Sertão da Paraíba
28 maio 2026 - Notícias
Polícia investiga denúncias de assédio contra estudantes em escola estadual no Sertão da Paraíba — Foto: Edcarlos Santana/Divulgação
A Polícia Civil da Paraíba abriu um inquérito para investigar denúncias de assédio sexual envolvendo alunas da Escola Estadual Nestorina Abrantes, no município de Lastro, no Alto Sertão paraibano. Pelo menos dez estudantes denunciaram episódios de assédio ocorridos ao longo de mais de um ano. Sete das vítimas são menores de idade.
Segundo os relatos, os casos teriam acontecido tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. Entre os investigados estão um comerciante da cidade e um vigilante que atuava na unidade de ensino.
Uma das mães relatou que a filha foi abordada em duas ocasiões. Em um dos casos, a adolescente teria sido tocada enquanto saía da escola para comprar refrigerante. Em outro episódio, ocorrido no fim do ano passado, o suspeito teria assobiado para a jovem quando ela passava em frente ao estabelecimento comercial.
De acordo com familiares, as situações se repetiam há meses antes das denúncias chegarem oficialmente à direção da escola e às autoridades.
Em entrevista à TV Paraíba, o advogado do comerciante investigado, Ozael Fernandes, afirmou que o cliente é inocente e destacou que ele atua há mais de 20 anos no comércio da cidade sem histórico de denúncias.
Já em relação ao vigilante citado pelas estudantes, a direção da escola informou que o colaborador foi afastado das funções assim que tomou conhecimento do caso. O diretor Vanilson Pinto afirmou que a medida foi adotada de forma imediata até que os fatos sejam esclarecidos.
A Polícia Civil informou que o inquérito foi instaurado na quarta-feira (27) e que vítimas, familiares, professores e integrantes da gestão escolar devem ser ouvidos nos próximos dias. Até o momento, ninguém foi preso.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba informou que tomou conhecimento das denúncias na terça-feira (26). Segundo a pasta, a escola encaminhou o caso ao Conselho Tutelar logo após ser comunicada sobre os relatos. A secretaria também destacou que os episódios envolvendo o comerciante teriam ocorrido fora das dependências da escola.
As aulas seguem normalmente na unidade de ensino.
O POVO PB
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