Uma nova vacina contra a dengue começará a ser aplicada no Brasil a partir da…
Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan após mortes e casos graves sob investigação
9 jun 2026 - Notícias
Aplicação do imunizante foi interrompida de forma preventiva após registro de 42 reações adversas; dois pacientes morreram — Foto: Edcarlos Santana /Secom-JP
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas consideradas graves, incluindo três internações e duas mortes que agora serão investigadas por especialistas.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não há comprovação de que os episódios tenham sido provocados pela vacina. Mesmo assim, o governo decidiu interromper a aplicação por precaução até a conclusão das análises.
“É uma medida preventiva para aprofundar a investigação e identificar possíveis fatores de risco relacionados aos casos registrados”, explicou o ministro durante entrevista coletiva.
A suspensão atinge apenas a vacina produzida pelo Butantan. O imunizante Qdenga, fabricado pela farmacêutica Takeda e utilizado normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), continua sendo aplicado sem alterações.
Mais de 500 mil doses já haviam sido aplicadas
Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram administradas até o fim de maio. O imunizante passou a integrar o SUS em janeiro deste ano dentro de uma estratégia piloto para avaliar os impactos da vacinação em diferentes regiões do país.
A aplicação ocorreu inicialmente em municípios selecionados, como Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), além de ações específicas realizadas na região de Araguaína, no Tocantins.
O público-alvo incluía adolescentes e adultos entre 15 e 59 anos, faixa etária aprovada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Investigação busca esclarecer casos
Apesar da suspensão, o Ministério da Saúde reforçou que a decisão não significa que a vacina seja ineficaz ou insegura. A pasta destacou que pessoas já imunizadas continuam protegidas contra a dengue e que os benefícios da vacinação seguem reconhecidos pelas autoridades sanitárias.
Agora, um comitê formado pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Butantan irá analisar detalhadamente os 42 casos registrados para verificar se existe alguma relação entre os eventos adversos e fatores específicos dos pacientes.
A dengue continua sendo uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito Aedes aegypti.
Portal O POVO PB
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