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Cine Açude Grande chega à 7ª edição com mostras de cinema negro, indígena, LGBTQIAPN+ e sertaneja na Paraíba
27 ago 2026 - Eventos / Notícias
Festival acontece de 1º a 5 de setembro, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, com programação também em Triunfo e São João do Rio do Peixe. Atividades incluem exibição de filmes, oficinas, debates, homenagens e atrações musicais — Foto: Divulgação
O Cine Açude Grande chega à sua 7ª edição com uma programação que amplia o espaço dedicado à diversidade e à produção audiovisual do interior da Paraíba. O festival acontece de 1º a 5 de setembro, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, com atividades também no município de Triunfo e no distrito de Gravatá, em São João do Rio do Peixe.
Antes da abertura oficial, uma programação extra será realizada na quinta-feira (27), em Gravatá, com uma mostra infantil e a exibição de um filme produzido durante a oficina CineLab: do Roteiro ao Set.
Neste ano, além das tradicionais mostras Nacional, Paraibana, Feminina e Infantil, o festival terá espaços específicos para cinema negro, indígena, LGBTQIAPN+ e produções realizadas no Sertão da Paraíba. A programação reúne filmes de diferentes estados brasileiros e inclui documentários, ficções, animações e filmes experimentais.
As atividades serão realizadas em diferentes espaços de Cajazeiras, como a Sala de Cinema Marcélia Cartaxo, escolas, universidade, Casa Cultural Mestra Tânia, Residencial Cidade Madura e a quadra do bairro Leblon. O festival também levará programação para o Quilombo dos 40, em Triunfo, e para o distrito de Gravatá.
Além das sessões de cinema, o Cine Açude Grande terá oficinas de formação audiovisual, debates, encontro de realizadores, reunião do Fórum de Mostras e Festivais e atrações musicais. A proposta é aproximar o público da produção cinematográfica e estimular a circulação de obras e o intercâmbio entre artistas, realizadores e comunidades.
Novidades desta edição
Uma das principais novidades do festival é a ampliação das categorias de filmes que podem integrar a programação. A edição de 2026 abre espaço para produções feitas no Sertão paraibano e para obras produzidas por pessoas LGBTQIAPN+, além de trabalhos relacionados ao cinema negro e indígena.
A programação também amplia a circulação do festival para além de Cajazeiras. Em Triunfo, o público poderá acompanhar atividades no Quilombo dos 40, enquanto Gravatá recebe ações de formação e exibição.
Outro destaque é a presença de duas homenagens. O festival vai homenagear a atriz Dudha Moreira, natural de Cajazeiras, que tem trabalhos no audiovisual, no teatro, em filmes, séries e novelas.
Também será homenageado o professor e pesquisador Aguinaldo Rolim, reconhecido pelo trabalho de registro e preservação da história, da cultura, da literatura e da memória de Cajazeiras.
Programação
A abertura oficial ocorre na terça-feira (1º de setembro). Às 19h, a Sala de Cinema Marcélia Cartaxo recebe a Mostra de Cinema Negro, com os filmes Patuá de couro, Poty’Karu Poty’karü – Alimentação Cabocla, Caiçara, Popular Potiguar, Os Arcos Dourados de Olinda e Barulho.
No mesmo dia, o público poderá participar da Oficina de Iniciação ao Cinema com Marcelo Paes de Carvalho, no Residencial Cidade Madura. À noite, o Quilombo dos 40 recebe a exibição de um filme produzido no CineLab e apresentações musicais do Duo Carrazera e Karolaine.
Na quarta-feira (2), a programação começa com a Mostra Nacional, seguida de debate na Sala de Cinema Marcélia Cartaxo. À tarde, a Mostra Feminina reúne cinco produções, entre elas Marisqueiras da Ilha Diana: tradição e resistência caiçara, Inquietas e Nua – Fabi Melo.
Também haverá debate e nova oficina no Residencial Cidade Madura.
A quinta-feira (3) será dedicada às produções indígenas e LGBTQIAPN+. A Mostra Indígena terá filmes como MukunÃ_aprendiz_de_pajé, Confluência Olhos d’Água, Maria Piauí, Ygarapé – o caminho da canoa e Ava kuña, aty kuña; mulher indígena, mulher política.
À tarde, a Mostra LGBTQIAPN+ reúne quatro produções, além do filme convidado Corpos Invisíveis, de Joyce Montinelly. A programação também inclui debate e oficina de iniciação ao cinema.
Na sexta-feira (4), a Mostra Sertaneja reúne cinco produções paraibanas, entre elas Eu Nasci no Barro, O Ponto do Mel, O Grande Artista, A Arte dos Beradeiros e A Sombra de Aurora.
Ainda no dia 4, será realizada uma mostra especial em comemoração aos 15 anos do JABRE, seguida de debate. À noite, a Mostra Paraibana será realizada na quadra do Leblon, com exibição de produções como Pedra mar, Habbeas Pinho, Babau, O Sanfoneiro Sonhador e Onde eu Começo?. A noite termina com a atração Baião Choro Jazz, no Bar do Fonfom.
No sábado (5), último dia do festival, a programação começa com debate de realizadores e o Encontro do Fórum de Mostras e Festivais. À tarde, haverá uma confraternização e, a partir das 18h30, apresentação do Reisado de Congo São Miguel.
A noite de encerramento terá a exibição de um filme produzido na Oficina de Iniciação ao Cinema, as homenagens a Dudha Moreira e Aguinaldo Rolim, a exibição do filme convidado Ressonância, de Anna Zepa, e a cerimônia de premiação. O festival termina com show de Sandra Belê, no Bar do Fonfom.
Fortalecimento do cinema no interior
O Cine Açude Grande é produzido pela Estrela Miúda Filmes e pela Incartaz e realizado por meio do Edital Vladimir Carvalho de Fomento a Mostras e Festivais de Cinema da Paraíba – 4ª edição, da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba, com patrocínio da Cagepa.
O festival conta ainda com a parceria de instituições e coletivos culturais, entre eles a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Escola Técnica de Saúde de Cajazeiras (ETSC), a Prefeitura de Cajazeiras, a Secretaria de Cultura do Governo da Paraíba e o Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) de Sousa.
A Casa Cultural Mestra Tânia também integra a programação. O espaço desenvolve ações sociais com crianças do bairro São José e recebe mostras infantis e oficinas voltadas para o público infantil.
A proposta do Cine Açude Grande é fortalecer o circuito de cinema no interior da Paraíba, estimular a formação audiovisual, ampliar a circulação de produções brasileiras e ocupar espaços públicos com arte e cultura.
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