Perícia aponta causa indeterminada para morte de idosa encontrada em casa em João Pessoa

4 set 2026 - Notícias

Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, estava morta havia pelo menos um ano, segundo estimativa inicial. Corpo foi identificado por impressões digitais e não apresentava sinais de violência — Foto: Divulgação

A perícia apontou como indeterminada a causa da morte de Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos, encontrada morta dentro da própria casa, no Bairro dos Estados, em João Pessoa. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto de Medicina Legal (IML) da capital.

O corpo da idosa foi identificado por meio das impressões digitais e retirado do IML nesta sexta por familiares, entre eles irmãs paternas e um sobrinho.

Magna Flora foi encontrada morta no dia 31 de agosto, dentro da sala de estar da residência. Na avaliação inicial feita no local, a perícia estimou que ela poderia estar morta havia pelo menos um ano.

O longo período fez com que parte do corpo entrasse em estado avançado de decomposição, com algumas regiões já esqueletizadas, restando apenas os ossos.

Segundo o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), não foram encontrados sinais aparentes de violência.

Por causa das condições do corpo, os exames periciais não conseguiram determinar uma causa específica para a morte.

Natural de Cuité, no Agreste paraibano, Magna Flora morava em João Pessoa desde a adolescência. Ela era viúva, surda e não tinha filhos.

Segundo uma prima de segundo grau, Ana Cláudia, a idosa era considerada lúcida e independente, mas mantinha pouco contato com outras pessoas.

“Era uma pessoa lúcida, esclarecida, movimentava o banco, dirigia, só não gostava de conviver com pessoas, porque foi a maneira como ela foi criada”, contou a familiar.

Ainda conforme Ana Cláudia, Magna Flora recebia uma pensão deixada pelo pai, que havia trabalhado como coletor fiscal.

A familiar relatou que a idosa passou a viver sem água e energia elétrica depois da morte do companheiro. Magna Flora também não tinha funcionários e costumava evitar ajuda de outras pessoas.

“Ela morava sem água e sem luz, ela se alimentava fora, juntava aquelas garrafas que ela bebia e tomava banho”, relatou.

De acordo com a prima, Magna Flora tinha dois irmãos vivos, mas eles não mantinham contato frequente com ela.

A situação foi descoberta depois que o corpo foi localizado dentro do imóvel, já em avançado estado de decomposição.

Vizinhos relataram à Polícia Militar que pessoas em situação de rua teriam entrado na residência anteriormente para furtar objetos. No entanto, não há indicação, até o momento, de que essa situação tenha relação com a morte da idosa.

Com a conclusão da perícia, a causa permanece oficialmente indeterminada.

O POVO PB

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