O primeiro bebê da Paraíba em 2026 nasceu em João Pessoa, na madrugada desta quinta-feira…
Laudo aponta intoxicação por veneno e broncoaspiração como causa da morte de bebê de 1 ano em João Pessoa
18 set 2026 - Notícias
Exame do IPC identificou terbufós, um pesticida organofosforado, no organismo da criança. Caso aconteceu em uma ocupação no Centro da capital e continua sendo investigado pela Polícia Civil — Foto: Divulgação
A morte de um bebê de 1 ano em João Pessoa foi causada por broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno, segundo laudo divulgado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) nesta sexta-feira (18). O exame toxicológico encontrou terbufós, um pesticida do grupo dos organofosforados, no organismo da criança.
O bebê, identificado como Noah, morava com a família em uma ocupação localizada no Centro de João Pessoa. Com a conclusão dos exames complementares, o exame cadavérico foi encerrado e a causa da morte foi oficialmente estabelecida.
O exame toxicológico foi realizado depois da autópsia. A análise identificou a presença de terbufós, substância classificada como pesticida organofosforado.
O laudo aponta que a intoxicação foi exógena, ou seja, provocada pela entrada de uma substância tóxica no organismo.
Além da intoxicação, a perícia identificou broncoaspiração, situação em que algum conteúdo é levado para as vias respiratórias, comprometendo a respiração.
Antes da conclusão do exame toxicológico, o diretor do IPC, Flávio Fabres, havia informado que a causa da morte era “sufocação consecutiva”.
Naquele momento, a perícia já havia identificado broncoaspiração e apontado que o bebê teria se engasgado, com interrupção do fornecimento de oxigênio. Os exames laboratoriais foram solicitados para esclarecer a presença de alguma substância no organismo.
Relembre o caso
O bebê passou mal no dia 7 de setembro e foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Segundo as informações repassadas pela Polícia Civil, ele apresentava sintomas como agitação e engasgo, mas não resistiu.
Uma das hipóteses levantadas inicialmente era de que a criança teria ingerido comida envenenada deixada para gatos na região onde morava. Essa circunstância, no entanto, ainda é objeto de investigação.
Com a confirmação da presença do pesticida no organismo, a Polícia Civil da Paraíba continua apurando como a substância entrou em contato com a criança e as circunstâncias da morte.
O sepultamento de Noah ocorreu no dia 8 de setembro, em João Pessoa.
O POVO PB
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