Acusado de participar da morte de auditor fiscal vai a júri popular nesta quarta-feira (30), em João Pessoa
29 mar 2022 - Paraíba
Filho mandou matar pai por R$ 4 mil e irmã seria a próxima, diz polícia — Foto: Reprodução/Redes Sociais
O acusado de participar da morte do auditor fiscal, Paulo Germano, morto em um falso latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, planejado pelo filho adotivo vai a júri popular nesta quarta-feira (30), às 9h, no 2ª Vara do Tribunal do Júri de João Pessoa.
Segundo a Polícia Civil e o MPPB, Diego da Silva Cavalcanti, foi contratado por Paulo Rodrigo, filho adotivo, acusado de forjar o assalto contra o auditor fiscal.
De acordo com a polícia, Diego matou o auditor fiscal depois que ele chegou à granja, após a missa, com três tiros e roubou celulares e uma quantia de R$ 1.800 em dinheiro, para simular o assalto. O acordo era que esse dinheiro ficaria com Diego, que receberia depois mais R$ 4 mil pelo assassinato. o irmão de Diego, Carlos Roberto Ferreira Pontes, também estaria envolvido no caso e seria o responsável por mediar a comunicação entre Diego e Rodrigo após o assassinato.

Diego matou o auditor fiscal depois que ele chegou à granja — Foto: Reprodução/Redes Sociais
À época, Rodrigo, Diego e Carlos foram presos na Operação Édipo, que leva o nome do personagem da mitologia grega que matou o pai. Depois do crime, o plano do trio era executar mais duas pessoas, sendo a irmã de Rodrigo, Paula Carvalho, e uma pessoa que estaria cometendo pequenos furtos nas imediações da casa do suspeito.
De acordo com Paula Carvalho, filha de Paulo Germano, o júri é de grande expectativa da família. “Estamos há três anos aguardando por esse momento de justiça. Ele destruiu a nossa família e eu clamo por justiça. Tenho convicção que ele vai ser condenado na penalidade máxima”, contou.
Relembre o caso
Paulo Germano Teixeira de Carvalho ficou ferido após ser atingido por tiros na cabeça e no ombro durante o assalto forjado pelos suspeitos em 7 de julho de 2019, na granja onde ele estava, no bairro de Paratibe, em João Pessoa.
Chegou a ser socorrido e levado para o Hospital de Trauma de João Pessoa, onde permaneceu internado em estado grave por dois dias, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Segundo a Polícia Civil, não houve reação por parte da vítima. O criminoso ainda teria roubado alguns pertences, o que fez a polícia trabalhar com a hipótese de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
O filho adotivo do auditor fiscal é principal suspeito de ser o mandante do crime.
#OPovoPB
Acompanhe as notícias do POVOPB pelas redes sociais: Instagram e Twitter.



