Principal tipo de câncer entre as mulheres pelo mundo, o câncer de mama é também o…
Canetas para emagrecimento podem ajudar a reduzir risco de câncer, apontam novos estudos
15 jun 2026 - Notícias
Pesquisas apresentadas em congresso internacional indicam redução na incidência e progressão de alguns tipos da doença, mas especialistas reforçam cautela — Foto: Divulgação
Conhecidas por auxiliar na perda de peso e no controle da obesidade, as chamadas “canetas emagrecedoras” agora também estão no centro de uma nova discussão na medicina. Estudos recentes apresentados durante um dos maiores congressos de oncologia do mundo, nos Estados Unidos, apontam que medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida podem contribuir para a redução do risco de alguns tipos de câncer.
Segundo especialistas, a descoberta abre uma nova frente de pesquisa, especialmente porque a obesidade já é considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças graves.
O endocrinologista João Modesto explicou que a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos de câncer, incluindo os de mama, pulmão, fígado e colorretal.
“Hoje já sabemos que o excesso de peso aumenta significativamente o risco de vários tipos de tumores. Por isso, qualquer estratégia que ajude no controle da obesidade acaba despertando interesse também na prevenção dessas doenças”, destacou.
De acordo com os estudos apresentados, mulheres que utilizaram esses medicamentos apresentaram redução de aproximadamente 30% no surgimento de novos casos de câncer de mama.
Os pesquisadores também observaram uma diminuição de cerca de 50% na progressão de determinados tumores, reduzindo o avanço da doença para estágios mais graves e o surgimento de metástases.
Apesar dos números considerados promissores, os especialistas ressaltam que ainda não é possível afirmar se o benefício ocorre diretamente por causa dos medicamentos ou se está relacionado à perda de peso proporcionada por eles.
Cautela e acompanhamento médico
Embora os resultados sejam vistos com entusiasmo pela comunidade científica, os médicos alertam que os medicamentos não devem ser encarados como uma solução milagrosa.
“O tratamento da obesidade precisa ser acompanhado por mudanças no estilo de vida. Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse continuam sendo fundamentais para a prevenção de doenças”, reforçou o endocrinologista.
Outro ponto destacado é que o uso dessas medicações ainda é relativamente recente. Por isso, os efeitos a longo prazo continuam sendo acompanhados por pesquisadores em diversos países.
Ciência segue investigando
Atualmente, mais de 100 novas substâncias para tratamento da obesidade estão em desenvolvimento ao redor do mundo. A expectativa é que os próximos anos tragam respostas mais definitivas sobre os possíveis benefícios dessas medicações na prevenção de câncer e de outras doenças associadas ao excesso de peso.
O POVO PB
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