Carro usado por suspeito de 80 homicídios é apreendido após troca de tiros em Pedro Régis, na Paraíba

22 set 2026 - Notícias

Seis suspeitos estavam no veículo, segundo a Polícia Militar. Três foram presos, dois ficaram feridos e outro conseguiu fugir — Foto: Reprodução

O carro que teria sido usado por Jorlan Lopes da Silva, investigado por diversos homicídios na Paraíba, foi apreendido durante uma troca de tiros entre a Polícia Militar e suspeitos de integrar uma facção criminosa, na madrugada desta terça-feira (22), em Pedro Régis, no Litoral Norte da Paraíba.

Segundo a PM, seis homens estavam no veículo quando foram abordados. Houve confronto, e três suspeitos acabaram presos. Outros dois ficaram feridos e foram levados para o Hospital de Mamanguape. Um sexto integrante conseguiu escapar e, até a última atualização, não havia sido localizado.

Ainda conforme a Polícia Militar, os homens presos são de Bayeux e Cabedelo e teriam seguido até Jacaraú, também no Litoral Norte, com a intenção de realizar um ataque contra integrantes de uma facção rival.

Durante a ocorrência, os policiais apreenderam cinco armas de fogo, mais de 50 munições, três coletes à prova de balas e o veículo. Todo o material foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil, em Mamanguape.

A polícia investiga agora a participação dos suspeitos na ação e a possível relação deles com outros crimes registrados na região.

Carro já havia sido usado por Jorlan

O veículo apreendido é o mesmo que teria sido utilizado por Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, preso no último dia 13, em Mulungu.

Jorlan é investigado pela Polícia Civil por uma série de homicídios e, durante o interrogatório, afirmou ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida. A informação, porém, ainda está sendo confrontada pelos investigadores com provas, registros de ocorrências e outros elementos da apuração. A polícia já havia reunido elementos que o relacionavam a 16 homicídios em aproximadamente três meses.

A prisão dele aconteceu após uma tentativa de fuga em que, segundo a Polícia Civil, ele usava vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas, além de estar com uma criança no colo. A identidade do suspeito foi descoberta, segundo o delegado responsável pelo caso, após uma tatuagem ficar visível durante a fuga.

A Polícia Civil ainda apura a ligação de Jorlan e dos demais investigados com uma organização criminosa que atua no Litoral Norte da Paraíba.

No caso do número de homicídios relatado por Jorlan, a investigação ainda não confirmou que as 80 mortes mencionadas pelo suspeito tenham sido cometidas por ele. O delegado Douglas Garcia afirmou anteriormente que a polícia trabalha para confrontar a declaração com elementos concretos da investigação.

O POVO PB

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