CNJ determina que Corregedoria da Paraíba apure denúncia disciplinar contra juíza acusada de atuar em campanha do marido em Mataraca

4 nov 2025 - Paraíba / Política

CNJ determina que Corregedoria da Paraíba apure denúncia disciplinar contra juíza acusada de atuar em campanha do marido em Mataraca — Foto: Divulgação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba investigue uma denúncia disciplinar contra a juíza Elza Bezerra da Silva Pedrosa, que atua na 3ª Vara Mista da Comarca de Mamanguape e na 7ª Zona Eleitoral.

A denúncia foi apresentada pelo ex-candidato a prefeito de Mataraca, Gilson de Janeisa (Republicanos), que acusa a magistrada de suposta participação em atividades político-partidárias durante a campanha eleitoral do atual prefeito do município, Eymard Pedrosa (PSB) — marido da juíza.

De acordo com os autos, o denunciante anexou ao processo uma “denúncia anônima” e vídeos que indicariam a suposta atuação da magistrada em apoio ao candidato e companheiro político.

Em sua decisão, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, afirmou que não é possível confirmar, de imediato, se as imagens anexadas realmente correspondem à magistrada ou aos eventos citados na denúncia. O ministro destacou a necessidade de cautela e a competência da corregedoria local para a condução da investigação.

“A Corregedoria local tem condições adequadas de apurar eventual prática de falta funcional”, afirmou o ministro Mauro Campbell, ressaltando que o CNJ acompanhará o caso remotamente.

O procedimento disciplinar ficará suspenso na Secretaria do CNJ até que a Corregedoria-Geral de Justiça da Paraíba envie relatório sobre o andamento da apuração, no prazo de 90 dias.

Antes mesmo da determinação do CNJ, o corregedor-geral de Justiça da Paraíba, desembargador Leandro dos Santos, já havia instaurado, em 19 de setembro, uma sindicância interna para apurar as acusações contra a juíza.

A investigação local apura possíveis práticas de ilícitos eleitorais, como transferência irregular de domicílios eleitorais, coação de eleitores e corrupção eleitoral, supostamente com o objetivo de beneficiar a campanha de Eymard Pedrosa, eleito prefeito de Mataraca em 2024.

A juíza Elza Bezerra da Silva Pedrosa ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações.

O POVO PB com Jornal da Paraíba

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