Conselheira tutelar baleada pelo marido policial, em Bayeux, segue internada em estado grave
23 nov 2024 - Paraíba
Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena — Foto: Edcarlos Santana/OPovoPB
Rejane Maria Dias Alves, de 55 anos, conselheira tutelar de Bayeux, permanece internada em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Ela foi vítima de disparos de arma de fogo realizados pelo próprio marido, o policial militar identificado como Sargento Paiva, na noite da sexta-feira passada (22).

Policial militar atira na esposa e comete suicídio em Bayeux — Foto: Reprodução
A assessoria do hospital confirmou que Rejane deu entrada às 20h15, socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após ser encaminhada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bayeux. A vítima passou por cirurgia e segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro clínico considerado grave.
O caso:
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu na residência do casal em Bayeux. Testemunhas disseram que ouviram uma discussão entre Rejane e o marido, seguida por vários disparos. O delegado Paulo Josafá informou que a perícia constatou que o Sargento Paiva tirou a própria vida após atirar na esposa.
O filho do casal encontrou a mãe ferida e acionou socorro. Ela foi levada inicialmente à UPA de Bayeux e, devido à gravidade dos ferimentos, específicas ao Hospital de Emergência e Trauma da capital paraibana.
Rejane Dias é conselheira tutelar de Bayeux e foi eleita em 2023 com 647 votos. Reconhecida como Professora Rejane, sua atuação no município sempre esteve voltada à defesa dos direitos das crianças e adolescentes.
Como denunciar
Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais:
- 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
- 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar – em casos de emergência)
Além disso, o aplicativo SOS Mulher PB, disponível para Android e iOS, permite denúncias via telefone, formulário e e-mail. As informações são enviadas diretamente para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que providencia as investigações.
Portal O POVO PB
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