Conta de luz fica mais cara a partir desta sexta-feira (1º) com acionamento da bandeira vermelha patamar 2, alerta Aneel

1 ago 2025 - Brasil - Mundo

Energisa, concessionária que fornece energia no estado — Foto: Divulgação/Edcarlos Santana

A conta de luz dos brasileiros está mais cara a partir desta sexta-feira (1º). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária vermelha patamar 2 passa a vigorar no mês de agosto, o que representa um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos usuários do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A decisão foi comunicada pela Aneel na última sexta-feira (25) e é motivada, principalmente, pela redução das chuvas em todo o país, o que compromete a geração de energia pelas hidrelétricas. Com os níveis dos reservatórios abaixo do ideal, o sistema elétrico nacional passa a depender das usinas termelétricas, que possuem um custo de produção mais elevado.

“O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, explicou a Aneel em nota.

Essa é a segunda vez em 2025 que a bandeira vermelha é acionada, mas a primeira no patamar mais alto. Em maio, a Aneel já havia adotado a bandeira amarela, como uma resposta ao início do período seco. Nos meses de junho e julho, a sinalização de alerta aumentou com a ativação da bandeira vermelha patamar 1. Agora, com previsão de chuvas abaixo da média para os próximos meses, a agência optou por intensificar a cobrança adicional.

A última vez em que a bandeira verde — sem cobrança extra — esteve em vigor foi em dezembro de 2024, quando as condições climáticas favoreciam a geração hídrica. Desde então, o cenário vem se deteriorando com a estiagem e aumento na demanda.

Em meio à nova tarifação, a Aneel reforçou a necessidade de consumo consciente de energia elétrica. O uso racional, segundo a agência, pode contribuir não apenas para reduzir os valores pagos pelos consumidores, como também para preservar os recursos naturais.

“A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, destacou o órgão regulador.

Entenda o sistema de bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 com o objetivo de tornar mais transparente para os consumidores os custos reais da geração de energia no Brasil. O modelo é aplicado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que atende à maior parte do país.

Confira abaixo os valores de acréscimo conforme a bandeira em vigor:

  • Verde: sem cobrança adicional

  • Amarela: R$ 1,885 por 100 kWh

  • Vermelha patamar 1: R$ 4,463 por 100 kWh

  • Vermelha patamar 2 (atual): R$ 7,877 por 100 kWh

A lógica do sistema permite que o consumidor se prepare para eventuais aumentos e repense hábitos de consumo durante períodos de maior pressão sobre o setor elétrico.

 O POVO PB

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