Defesa do Padre Egídio ingressa com pedido de suspensão de audiências no Tribunal de Justiça da Paraíba

15 maio 2024 - Paraíba / Política

Arquidiocese proíbe Padre Egídio de celebrar missas por suspeita de desvios no Padre Zé — Foto: Divulgação

A defesa do Padre Egídio de Carvalho tomou uma medida legal na última segunda-feira (13), ao protocolar uma ação no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) buscando a suspensão de duas audiências de instrução relacionadas ao escândalo do Hospital Padre Zé, bem como a busca e apreensão realizada pelo Ministério Público da Paraíba no contexto da Operação Indignus.

O processo, que ficará sob a relatória do desembargador Ricardo Vital de Almeida, tem como objeto audiências programadas para os dias 20 e 27 de maio.

A defesa fundamenta seu pedido na impossibilidade de realização das audiências, argumentando que Padre Egídio necessita de repouso absoluto por 60 dias devido a uma cirurgia oncológica recente.

Além disso, os advogados contestam a legitimidade da busca e apreensão realizada, apontando que a medida foi baseada apenas em uma denúncia anônima. Nesse sentido, pleiteiam a anulação do procedimento.

Segundo a petição apresentada, “os únicos elementos que a acusação possuía para embasar os pedidos de esclarecimento e a busca e apreensão eram justamente os documentos reconhecidamente ilícitos, os quais não se prestam a justificar medidas extremas para violação de direitos fundamentais do Padre Egídio”.

Cabe ressaltar que, na segunda-feira anterior, o juiz José Guedes Cavalcanti Neto, da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, havia negado o pedido de adiamento da audiência. Em sua decisão, o magistrado assegurou que o acusado poderia participar da audiência virtualmente e que, caso não pudesse ser interrogado, seriam ouvidas apenas as testemunhas arroladas pelas partes, sendo posteriormente marcada uma nova audiência para o interrogatório do réu.

O POVO PB

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