Dois suspeitos de matar cabeleireiro paulista são presos na Paraíba após cooperação entre polícias

1 dez 2025 - Paraíba

Dois suspeitos de matar cabeleireiro paulista são presos na Paraíba após cooperação entre polícias — Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba prendeu, na noite deste domingo (30), os dois principais suspeitos de envolvimento na morte do cabeleireiro José Roberto “Betto” Silveira, de 59 anos, assassinado em São Paulo no dia 22 de novembro.

Os investigados, Aercio Leonardo e Claudeni Barreto, foram encontrados e detidos no município de Tavares, no Sertão paraibano, a cerca de 400 km de João Pessoa. A ação ocorreu em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.

A dupla foi identificada após análise das imagens de videomonitoramento da rua onde morava a vítima. Os dois aparecem saindo a pé da casa de Betto Silveira às 5h53 da manhã do crime. Para a polícia, essa é uma das principais evidências que apontam a participação deles.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva dos suspeitos na quinta-feira (27). Segundo o delegado Gabriel Brienza, do DHPP, o caso só avançou graças ao “trabalho incansável da equipe e à cooperação entre os órgãos de persecução penal”.

Na quarta-feira (26), um outro homem chegou a ser detido como possível suspeito, mas foi liberado após depoimento.

Dois suspeitos de matar cabeleireiro paulista são presos na Paraíba após cooperação entre polícias — Foto: Reprodução

O crime

O corpo de Betto Silveira foi encontrado por um sócio e uma prima na casa onde vivia, no bairro Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.

O cabeleireiro estava amordaçado com uma toalha e amarrado com fios de telefone, com hematomas pelo corpo. Não havia sinais de arrombamento na residência.

Imagens mostram que Betto saiu de carro às 1h39 e voltou às 2h13. Para a Polícia Civil, ele teria retornado acompanhado e é possível que os suspeitos já estivessem na casa ou tenham entrado com ele. Até o momento, não há indícios de roubo, e a motivação ainda é investigada.

No imóvel, a mãe da vítima, de 98 anos, estava sozinha. Com dificuldades de mobilidade, ela acreditou que o filho havia saído cedo, até pedir ajuda a familiares ao perceber que estava trancada.

Os presos permanecerão à disposição da Justiça. A Polícia Civil de São Paulo segue apurando a motivação e colhendo novos elementos para concluir o inquérito.

O POVO PB

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