Empresário preso por golpe milionário: Hort Agreste tem capital social de R$ 250 mil, mas prejuízo pode chegar a R$ 120 milhões
9 fev 2024 - Paraíba
Empresário preso por golpe milionário: Hort Agreste tem capital social de R$ 250 mil, mas prejuízo pode chegar a R$ 120 milhões — Foto: Hort Agreste Hidroponia/Divulgação
A empresa Hort Agreste, no centro das investigações do ‘Golpe do Tomate’, que levou à prisão seu proprietário, Jucélio Pereira de Lacerda, na última quinta-feira (7), revelou um capital social de apenas R$ 250 mil, conforme dados do sistema Redesim e do contrato social.
As investigações da Polícia Civil indicam que o prejuízo causado pelo Hort Agreste em dois anos de operação pode atingir a marca de R$ 120 milhões, um montante 480 vezes superior ao seu capital social.
Jucélio Pereira detém 30% do empreendimento, com um investimento inicial de R$ 75 mil, enquanto sua esposa, Priscila dos Santos Silva, figura como sociedade administradora, com 40% de participação e um aporte de R$ 100 mil. O restante do quadro societário é composto por outras seis pessoas, detentoras de fatias menores no negócio.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que Priscila dos Santos recebeu o pedido de prisão preventiva solicitado, mas a Justiça negou. Ela continua sob investigação sobre supostos envolvimentos em fraudes. A defesa de Jucélio e Priscila não foi localizada até o momento.

Empresário Jucélio Pereira de Lacerda foi preso suspeito de atrair investimentos em hortaliças e dar golpe de mais de R$ 120 milhões — Foto: Hort Agreste Hidroponia/Divulgação
Quanto aos outros seis sócios, a Polícia não revelou se está sob investigação, mantendo o processo em sigilo judicial.
O ‘Golpe do Tomate’ descoberto na prisão de Jucélio Pereira na zona rural de Lagoa Seca, suspeito de estelionato qualificado e formação de quadrilha. O empresário, após audiência de custódia, permanece detido e foi transferido para o Presídio Padrão de Campina Grande.
O esquema envolvia investimentos em cultivo de hortaliças hidropônicas, mas Jucélio não entregava os retornos prometidos. O prejuízo estimado é devido a promessas de lucros acima da realidade do mercado financeiro, não cumpridas quando os investidores deveriam começar a receber.
Um investidor, que preferiu não se identificar, relatou a presença de uma “invenção mágica”, uma nutrição química que promete acelerar o crescimento das plantas, tornando-as prontas para a colheita mais rapidamente. A descoberta foi apresentada por Jucélio, formado em Química, como o diferencial que garantiria os lucros aos investidores.
A vítima afirmou que Jucélio manipulava dados e cálculos, aparentando domínio sobre a hidroponia e a nutrição química, enganando investidores que desconheciam a falsidade das informações.
O Povo PB com Jornal da Paraíba
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