En Passant: prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, diz que vereador é culpado por nomeações ligadas ao tráfico de drogas

21 nov 2024 - Paraíba / Política

Prefeito Vitor Hugo — Foto: Reprodução/Instagram

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo (Avante), tornou-se alvo da segunda fase da operação “En Passant”, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (19). A investigação apura a suposta influência de uma facção criminosa no pleito municipal, com troca de apoio eleitoral por nomeações em cargas comissionadas e vantagens políticas.

Em sua defesa, o prefeito culpou o vereador Márcio Silva (União Brasil) pelas nomeações de servidores ligados ao tráfico de drogas na gestão municipal. “Os vereadores da base indicam, você governa com aliados. É, humanamente, impossível saber quem são os cinco mil funcionários. O responsável por tudo isso foi um vereador, possivelmente eleito pelo tráfico, casado com a esposa de um traficante”, afirmou Vitor Hugo na manhã desta quinta-feira (21).

O vereador Márcio Silva negou as acusações e, em nota, afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Reeleito em 2024, Márcio declarou defender a transparência e o respeito ao processo eleitoral, garantindo que não compactua com práticas ilícitas.

A operação e seus alvos

A operação “En Passant” cumpriu cinco mandatos de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Cabedelo. Entre os alvos estão Vitor Hugo e o prefeito eleito André Coutinho (Avante), atual presidente da Câmara Municipal.

As investigações apontam que uma facção criminosa teria influenciado convidados em troca de nomeações para cargas públicas e outros benefícios. Entre os crimes apurados estão organização criminosa, coação ao voto, lavagem de dinheiro e peculato.

Flávia Santos Lima Monteiro, apontada como mulher de confiança de um líder criminoso na região, foi presa durante a operação. De acordo com a Polícia Federal, ela seria o mesmo entre a facção e a administração municipal.

A operação trouxe à tona suspeitas de que cargas públicas estariam sendo utilizadas para beneficiários de membros de uma facção criminosa, gerando forte repercussão política na cidade.

A Polícia Federal continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão das práticas ilícitas.

O POVO PB

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