“Eu quero justiça”, diz empresária agredida pelo companheiro; suspeito responde em liberdade na Paraíba

30 jun 2026 - Manchete Destaque

Empresária Patrícia Pontes, de 32 anos — Foto: Reprodução

A empresária Patrícia Pontes, de 32 anos, voltou a cobrar providências da Justiça após denunciar ter sido vítima de violência doméstica no município de Conde, no Litoral Sul da Paraíba. Em um novo vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou viver com medo e criticou o fato de o investigado permanecer em liberdade.

Segundo Patrícia, além das agressões físicas, ela sofreu ameaças e violência psicológica. “Eu quero justiça. Eu preciso de justiça. Isso não pode ficar assim. Ele não pode sair por aí e, daqui a um tempo, fazer com outra pessoa igual ou pior do que fez comigo”, desabafou.

O caso aconteceu na última segunda-feira (22). De acordo com o relato da vítima, ela teria sido agredida após o então companheiro não aceitar o fim do relacionamento. A empresária afirma que as agressões começaram ainda dentro do carro, quando retornava do aniversário da irmã.

O suspeito, identificado como Wendell dos Santos Souza, de 37 anos, teria efetuado um disparo de arma de fogo dentro do veículo.  Patrícia conseguiu acionar a Polícia Militar, mas o homem não foi localizado a tempo para uma prisão em flagrante.

O delegado responsável pela investigação explicou que Wendell não é considerado foragido. Como não foi preso em flagrante, ele responde ao inquérito em liberdade, enquanto o caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.

A Justiça concedeu medidas protetivas em favor da empresária. Entre as determinações, o investigado está proibido de se aproximar da vítima, manter qualquer tipo de contato com ela ou frequentar locais que Patrícia costuma frequentar, como residência, trabalho e outros ambientes habituais. Caso descumpra as medidas, poderá ser preso.

No novo pronunciamento, Patrícia também afirmou que a filha foi agredida durante a confusão e lamentou o que considera um sentimento de impunidade.

“Todo mundo está vendo o que ele fez. Está escrito na minha cara, no meu corpo. Ele assustou minha filha, agrediu minha filha também. E está todo mundo tratando como se ele não tivesse feito nada. Estão esperando o quê? Que ele termine o serviço que começou?”, questionou.

Outra medida determinada pela Justiça foi a suspensão da autorização para posse e porte de arma do investigado. Caso ele seja flagrado portando armamento, poderá ser preso em flagrante.

A Polícia Civil continua investigando o caso.

Como denunciar

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:

  • 190: Polícia Militar (em situações de emergência);
  • 197: Disque Denúncia da Polícia Civil;
  • 180: Central de Atendimento à Mulher.

Na Paraíba, também está disponível o aplicativo SOS Mulher PB, que oferece canais para denúncias e orientações às vítimas.


O POVO PB

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