Ex-primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, se torna ré por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro

31 ago 2024 - Paraíba / Política

Pâmela Bório postou fotos dela, do filho e de outros bolsonaristas invadindo o Congresso Nacional — Foto: Reprodução/Instagram/pamelaboriooficial

A ex-primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, tornou-se ré após decisão unânime da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua participação nos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, Pâmela foi vista em vídeos e fotos no telhado do Congresso Nacional durante a depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília. Pâmela Bório foi casada com o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT).

O pedido para que Pâmela fosse incluída como ré foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho deste ano e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. O voto de Moraes foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e pela ministra Carmén Lúcia, em julgamento virtual que começou no dia 23 de agosto e se encerrou nesta sexta-feira (30).

Em seu voto, Alexandre de Moraes destacou que Pâmela Bório, assim como outros denunciados, não apenas participou das manifestações antidemocráticas, mas também divulgou imagens convocando outras pessoas a participarem dos atentados contra as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.

A denúncia da PGR, assinada pelo procurador Paulo Gustavo Gonet Branco, apresentou provas substanciais da participação de Pâmela, incluindo imagens que ela mesma produziu no local durante os atos, acompanhada de seu filho menor de idade. A identificação de Pâmela foi possível graças a uma notícia-crime apresentada pelo PSOL, que anexou capturas de tela de publicações feitas por ela no dia do evento.

Pâmela Bório foi denunciada pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O relator destacou que a ex-primeira-dama “permaneceu unida subjetivamente aos integrantes do grupo e participou ativamente da ação criminosa que resultou na invasão e destruição do patrimônio público.”

O POVO PB

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