Ex-secretário confessa envolvimento na morte do vereador Peron Filho, diz MP da Paraíba

16 dez 2025 - Paraíba / Política

Vereador Peron Filho, em Jacaraú — Foto: Divulgação

O ex-secretário de Transportes e Mobilidade de Jacaraú, Jeferson Carvalho da Silva, admitiu envolvimento no assassinato do vereador Peron Filho, morto a tiros em setembro de 2025. A informação foi confirmada nesta terça-feira (16) pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por denúncias feitas pelo vereador sobre desvio de recursos públicos e má conservação da frota municipal, à época sob responsabilidade de Jeferson Carvalho. As investigações apontam que, após as denúncias, os suspeitos teriam articulado a execução do parlamentar.

Jeferson Carvalho e o então secretário de Administração, Antônio Fernandes, foram presos temporariamente no dia 30 de outubro, com as prisões posteriormente renovadas pela Justiça. Ambos foram exonerados dos cargos após a operação policial. Outros dois homens, apontados como executores, também estão presos, além de um dono de pousada, local onde teria ocorrido uma reunião para planejar o crime.

Vereador de Jacaraú assassinado denunciou desvio de recursos públicos e irregularidades em frota municipal, diz Polícia Civil — Foto: Divulgação

De acordo com o delegado Sylvio Rabelo, responsável pelo inquérito, a polícia identificou movimentações suspeitas antes da execução e indícios de pistolagem, com ligação a grupos do Rio Grande do Norte. A arma usada para matar Peron Filho, segundo a perícia, teria sido utilizada em outros 12 homicídios naquele estado.

As investigações também indicam tentativa de obstrução da Justiça, com destruição de celulares e desaparecimento de equipamentos de armazenamento de imagens de câmeras de segurança.

O crime aconteceu no dia 15 de setembro, quando Peron Filho foi baleado ao retornar para casa de moto, após participar de uma partida de futsal. Ele foi atingido pelas costas e morreu no local, na cidade de Pedro Régis. A Polícia Civil descartou a hipótese de latrocínio.

O MPPB informou que as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. Até a última atualização, a defesa de Jeferson Carvalho não havia se pronunciado.

O POVO PB

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