A Polícia Militar divulgou detalhes sobre a morte de Élida do Nascimento Silva, de 22…
Família de Élida contesta versão de cabo da PM e relata histórico de violência antes de feminicídio na PB-095
6 dez 2025 - Paraíba
Família de Élida contesta versão de cabo da PM e relata histórico de violência antes de feminicídio na PB-095 — Foto: Reprodução
A família de Élida do Nascimento Silva, de 22 anos, contesta a versão apresentada pelo cabo da Polícia Militar Luiz Miguel, preso em flagrante após matar a jovem na madrugada deste sábado (6), na PB-095, entre Massaranduba e Serra Redonda, no Agreste da Paraíba. Parentes afirmam que o casal vivia um histórico de conflitos e episódios de violência que antecederam o feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, em depoimento o militar afirmou que Élida teria feito menção de sair do carro durante o trajeto. Ele parou o veículo, os dois desceram e iniciaram uma discussão às margens da rodovia, momento em que ocorreram os disparos. A arma dele foi apreendida com munições remanescentes e dois carregadores, e todo o material será periciado.
Uma prima da vítima, Vitória Nascimento, afirmou que a família já conhecia o comportamento agressivo do policial e que Élida havia relatado situações difíceis no relacionamento. Segundo ela, a versão apresentada pelo cabo não condiz com o que a jovem vivia nos últimos meses.
“Nada justifica tirar a vida de uma pessoa que tinha tudo pela frente. Todo casal briga, mas isso não significa chegar a esse ponto. A gente já sabia do sofrimento dela. É muito difícil, doloroso demais. Eles estavam separados, cada um deveria seguir sua vida, mas infelizmente terminou assim”, disse.
Vitória contou ainda que Élida era muito próxima da irmã mais nova, que está profundamente abalada com a morte.
Ao ser conduzido para exames no NUMOL, Luiz Miguel não quis comentar o caso. O advogado afirmou que o cliente alega ter tido um surto no momento do disparo e que está colaborando com a investigação. A Polícia Civil, no entanto, trata o caso como feminicídio.
O casal, que estava separado, se encontrou horas antes em uma confraternização em Campina Grande. A PM informou que houve uma discussão no bar, aparentemente resolvida. Na volta para Serra Redonda, uma nova briga levou o cabo a parar o carro e disparar contra a jovem, que morreu ainda no local.
Luiz Miguel permaneceu na cena, acionou a PM e se entregou aos colegas.
O policial está detido na Central de Polícia de Campina Grande e deve passar por audiência de custódia.
Ainda não há informações sobre a liberação do corpo de Élida para velório, que deve ocorrer em Ingá, segundo familiares.
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O POVO PB
Cabo da PM preso por matar esposa na PB-095 disse ter “surtado” antes de disparar, diz Tenente da PM
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