Funcionária fantasma ligada ao crime organizado é presa na operação da PF em Cabedelo
19 nov 2024 - Paraíba / Política
Flávia Santos Lima Monteiro, identificada como funcionária fantasma vinculada ao Fundo Municipal de Saúde de Cabedelo — Foto: Reprodução
Uma mulher apontada como funcionária fantasma vinculada ao Fundo Municipal de Saúde de Cabedelo foi presa nesta terça-feira (19) durante uma operação da Polícia Federal que investiga a influência de grupos criminosos nas eleições do município. Segundo as investigações, Flávia Santos Lima Monteiro seria a mulher de confiança de Flávio de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”, líder de um grupo criminoso com atuação na cidade.
De acordo com a PF, Flávia desempenharia um papel estratégico como elo entre a atual administração municipal e o crime organizado. Fatoka, por sua vez, seria responsável por usar violência, coerção e ameaças para influenciar a política local.
A operação também teve como alvos o prefeito Vitor Hugo e o prefeito eleito André Coutinho, ambos aliados políticos. Contra eles foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Prefeitos se manifestam
Vitor Hugo afirmou, por meio de nota, estar tranquilo e à disposição das autoridades, negando envolvimento com os fatos investigados. André Coutinho também destacou sua confiança na Justiça Eleitoral e na Polícia Federal, afirmando estar à disposição para colaborar e que espera que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
Vereador Márcio Silva é investigado

Vereador Márcio Silva (União Brasil) — Foto: Reprodução
Outro alvo da operação foi o vereador Márcio Silva (União Brasil), reeleito em 2024. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra ele, com o objetivo de coletar provas de sua possível participação no esquema criminoso.
O parlamentar declarou, em nota, que está à disposição para colaborar com as investigações, ressaltando que defende a transparência e a legalidade. Ele afirmou não compactuar com práticas antiéticas e reafirmou confiança no trabalho das autoridades.
Denominada “En Passant”, a operação apura a atuação de uma facção criminosa que utilizava controle territorial para coagir eleitores, oferecendo vantagens como nomeação para cargos comissionados em troca de apoio político.
Os crimes investigados incluem organização criminosa, uso de violência para coagir votos, lavagem de dinheiro e peculato.
Nesta segunda fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Cabedelo. A ação reforça o trabalho da PF em desarticular esquemas de corrupção que envolvem o poder público e o crime organizado.
O Povo PB
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