Funcionários do Lar do Garoto protestam por melhores condições de trabalho e denunciam assédio moral, em Lagoa Seca
5 set 2024 - Paraíba
Funcionários do Lar do Garoto protestam por melhores condições de trabalho e denunciam assédio moral, em Lagoa Seca— Foto: Reprodução
Funcionários do Lar do Garoto, unidade do sistema socioeducativo da Paraíba localizada em Lagoa Seca, realizaram um protesto em frente à instituição, na manhã desta quinta-feira (5), reivindicando melhores condições de trabalho e denunciando assédio moral. O ato público contou com a presença de agentes socioeducativos e representantes sindicais, que destacaram as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e pelos internos.
Segundo o presidente do sindicato dos agentes socioeducativos, Márcio Felipe, as condições estruturais da unidade, aliadas a problemas relacionados a uma obra em andamento, estão colocando em risco tanto os trabalhadores quanto os socioeducandos. “A obra é importante, mas está causando transtornos graves e colocando todos em perigo. Além disso, recebemos denúncias de assédio moral por parte da direção da unidade, o que agrava ainda mais o clima de tensão no local”, afirmou Márcio.

Funcionários do Lar do Garoto protestam por melhores condições de trabalho e denunciam assédio moral, em Lagoa Seca— Foto: Reprodução
Reivindicações da categoriaEntre as principais demandas apresentadas estão melhorias nas condições de trabalho, regularização da rotina interna, e a reintegração de cinco agentes afastados sem explicações claras. Segundo os manifestantes, o diálogo com a direção da unidade tem sido difícil, e o sindicato tem buscado a mediação das autoridades competentes, como o Ministério Público, o Juizado da Infância e Juventude e o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, para encontrar uma solução.
Além das questões voltadas aos servidores, os manifestantes também levantaram pautas relacionadas às condições dos internos. Segundo eles, a unidade de Lagoa Seca, localizada em uma zona rural de difícil acesso, tem sido “completamente esquecida” pelo poder público, impactando o transporte, a segurança e o cotidiano dos socioeducandos.
Resposta do governo
Até o momento, a Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (FUNDAC), responsável pela gestão do sistema socioeducativo da Paraíba, não se manifestou sobre as reivindicações dos funcionários. O sindicato, por sua vez, garantiu que a manifestação continuará até que haja uma resposta oficial do Governo do Estado.
O POVO PB
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