Gleisi Hoffmann diz a Hugo Motta que não há acordo do PT sobre projeto de anistia para atos golpistas

27 nov 2024 - Brasil - Mundo

Gleisi Hoffmann — Foto: Divulgação

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (27) que o partido mantém uma posição firme contra qualquer proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Durante a entrevista, Hoffmann criticou a criação de uma comissão especial para discutir o Projeto de Lei da Anistia e destacou a gravidade das acusações contra os responsáveis ​​pela tentativa de golpe.

Segundo a parlamentar, o PT não concorda com a alternativa apresentada pelo atual presidente da Câmara, Arthur Lira, de encaminhar o tema a uma comissão especial. “Nós sempre deixamos claro ao deputado Hugo Motta, nosso candidato à sucessão da Câmara, que não temos acordo sobre esse ponto. Somos contrários ao processo de anistia desde o início e consideramos que este debate deveria obrigar no Parlamento, dado o impacto para a democracia brasileira”, enfatizou.

A petista informou que o partido apresentou um requerimento para arquivar o projeto, defendendo que a depuração e a proteção cabem à Justiça, com base nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e nos processos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estamos falando de crimes graves, incluindo a tentativa de homicídio contra o presidente eleito e um ministro do STF. Essas ações precisam ser tratadas com rigor. Continuar esse debate no Congresso seria um desrespeito ao Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Hoffmann também criticou as declarações recentes do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, que, segundo ela, “revelam interesses golpistas”. “Quando Flávio Bolsonaro diz que ‘pensar em matar não é crime’ e o próprio Bolsonaro relativiza ataques ao STF, eles praticamente confessaram os atos. É uma demonstração de que conspiraram, planejaram e foram determinados para golpear a democracia”, disse.

Ela destacou ainda que a tentativa de golpe de 8 de janeiro só não foi adiante devido à “covardia” dos envolvidos. “Bolsonaro é um covarde. Não teve coragem de ir até o final, preferiu fugir para evitar a prisão e a derrota. Mas eles planejaram e, se não houver medidas firmes, haverá incentivo para que isso aconteça novamente.”

O POVO PB

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